6 min de leitura A importância dos dons espirituais no governo da igreja 30/07/2025
Versículos
“Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.” – 1 Coríntios 14:26
“Mas, se todos profetizarem, e algum indouto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado. Os segredos do seu coração ficarão manifestos; e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós.” – 1 Coríntios 14:24-25
Eu quero saudar a todos os nossos irmãos, aqueles que nos veem pelos canais de TV — canais abertos ou mesmo pela Sky — e também aqueles que nos acompanham pelas nossas plataformas no YouTube. Irmãos da Igreja Cristã Maranata, irmãos de outras igrejas que participam conosco, sejam todos muito bem-vindos. A paz do Senhor.
Estamos mais uma vez no nosso programa *Conversas Bíblicas*, agora com os pastores. Pastor Gilson Souza, o homem da EBD — a paz do Senhor, Pastor Amadeu. E também o Pastor Sérgio Souza. Paz do Senhor, Pastor Amadeu, Pastor Gilson e a todos.
Nos últimos programas, temos falado sobre a importância dos dons espirituais. Afinal, toda a linha inicial da bênção na vida da igreja, como foi na igreja primitiva, começa com o batismo com o Espírito Santo e os dons espirituais. Eu, Pastor Sérgio, Pastor Gilson, e até o Marcelo em alguns episódios, falamos bastante sobre isso.
Não teria sentido nenhum, para nós, a experiência de uma igreja sem os dons. Desde o início, aprendemos que o Senhor quer governar o seu povo, quer dirigir. Deus tem prazer em estabelecer a comunhão e guiar os nossos passos — decisões pessoais, das igrejas locais e da obra como um todo. Como viver isso sem os dons espirituais?
A existência dos dons espirituais no meio da igreja é uma forma de mostrar que o Senhor da igreja é Jesus. É Ele quem governa, comanda, dirige. Quando os dons se manifestam, isso mostra que temos o senhorio de Jesus em nosso meio.
Falamos muito de culto, louvor, mensagens — que são maravilhosas, claro — mas os dons espirituais entram como algo fundamental na vida do culto. O texto de 1 Coríntios 14:26 diz:
> "Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação."
Então, como nós, pastores, utilizamos os dons espirituais para expressar o governo do Espírito Santo na vida da igreja? A igreja tem vários setores: obreiros, senhoras, jovens, adolescentes, instrumentistas, ensino infantil...
Na obra do Espírito Santo, muitas coisas vêm do Presbitério, que também busca os dons. Temos a Escola Bíblica Dominical, que direciona os cultos da semana. Mas no dia a dia, surgem necessidades específicas — como levantar uma professora, substituir alguém doente, levantar um obreiro ou cuidar da ornamentação. Tudo isso se resolve com a orientação do Senhor.
Por exemplo: há um servo que começa a participar mais — vai ao culto profético, às madrugadas. A própria igreja começa a orar por ele. Quem levanta é o Senhor, pela oração da igreja, e os dons espirituais confirmam. Os dons servem tanto para levantar quanto para direcionar.
Às vezes, nem o pastor sabe com precisão o que os obreiros precisam. Mas o Senhor sabe tudo. E quando dá um sonho, visão ou revelação, fazemos uma reunião, apresentamos o que Deus mostrou — é assim que conduzimos a igreja.
As lideranças que surgem não são “criações” do pastor, mas operações do Espírito Santo. O mesmo vale para outras áreas: problemas entre instrumentistas, por exemplo, que os dons ajudam a esclarecer e resolver com nobreza.
Falamos também sobre o culto profético — uma reunião preparatória para buscar a direção do Senhor sobre o culto. A linha dos dons recebidos ali norteia todo o culto: a palavra, a mensagem, os hinos.
A Escola Bíblica pode sugerir um tema, mas o pastor, com sabedoria, direciona conforme os dons do culto profético. E, no final do culto, há o atendimento — assistência aos visitantes e irmãos.
Esse atendimento precisa ser feito com alguns cuidados:
* Preferência que os obreiros tenham participado do culto profético;
* Saber o que Deus revelou;
* Perguntar à pessoa se ela se identificou com algum dom do culto;
* Atender com poucos irmãos (2 ou 3), com sensibilidade — por exemplo, levando uma irmã no caso de uma mulher;
* Usar sabedoria para saber se deve ou não entregar uma revelação no momento;
* Dar entendimento claro sobre a revelação (ex: explicar que “espada” significa a Palavra);
* Não orar alto para não confundir com outras orações;
* Respeitar a privacidade (oferecer local reservado, se necessário).
É fundamental que os dons no atendimento não entrem em conflito com os dons do culto profético. Há uma expectativa das pessoas — membros ou visitantes — de que Deus fale com elas. E quando isso acontece, elas saem edificadas, sentindo que Deus falou diretamente com elas.
Houve um caso de uma senhora que disse: “Gostei do louvor, da mensagem... Mas o que mais marcou foi o momento em que Deus falou comigo.” Foi uma revelação sobre seu casamento, e ela saiu com uma orientação clara para sua vida.
Como disse o apóstolo Paulo:
> “Os segredos do coração serão manifestos; e, assim, lançando-se sobre o rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós.” – *1 Coríntios 14:24-25*
A vida profética da igreja marca as pessoas. O culto, a pregação, o louvor — tudo isso emociona. Mas o dom espiritual é uma luz, como dizia Gedoti. Quando essa luz bate, as trevas saem. É algo impactante, marcante, transformador.
E isso não é exclusivo da Igreja Cristã Maranata. Era assim na igreja primitiva. Jesus revelou os segredos da mulher samaritana e ela creu. Os dons espirituais são indispensáveis. A palavra, o louvor, os salmos, os dons... Tudo isso deve estar presente no culto.
Encerramos essa primeira parte falando aos irmãos sobre a necessidade de vivermos cada vez mais essa experiência. Isso é o Pentecostes: batismo com dons espirituais. É isso que pregamos, vivemos, e vamos continuar falando nos próximos programas.
Pastor Gilson, muito bom. Eu aprendo com vocês — e vocês comigo. Gilson Souza e Sérgio Souza. Não somos parentes, mas irmãos. A paz do Senhor a todos. Até a próxima semana!
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