O episódio apresenta a continuação da história de José, filho de Jacó e Raquel. A mensagem relembra como José foi amado por seu pai, odiado por seus irmãos e vendido ao Egito após seus sonhos proféticos. Mesmo passando por injustiças e prisão, Deus o fez prosperar e lhe concedeu sabedoria para interpretar sonhos. Por meio da interpretação dos sonhos de Faraó, José foi elevado a governador do Egito e usado por Deus para preservar vidas durante os anos de fome. A narrativa também destaca o caráter profético da vida de José, apontando-o como figura que tipifica o Senhor Jesus.

A história de José e o propósito de Deus

Nós saudamos a todos com a paz do Senhor Jesus. Estamos no programa Israel e a Igreja. Estamos discorrendo sobre a história de Israel, que é Jacó. Já falamos sobre Jacó em episódios anteriores e agora estamos tratando da história de José.

No episódio passado fizemos uma introdução e agora vamos falar um pouco mais sobre José, filho de Jacó e de Raquel, que era amado por seu pai mais do que todos os seus irmãos. Por causa disso, seus irmãos o aborreciam.

O amor de Jacó por José

“Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice. E fez-lhe uma túnica de várias cores. Vendo, pois, seus irmãos que o seu pai o amava mais do que todos os seus irmãos, aborreceram-no e não podiam falar com ele pacificamente.”

Além disso, José era usado pelo Senhor por meio de sonhos. Esses sonhos mostravam José em uma posição acima de seus irmãos, e isso aumentava ainda mais o ódio que eles tinham contra ele.

“Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levantava e ficava em pé; e os vossos molhos o rodeavam e se inclinavam ao meu molho.”

Diante disso, seus irmãos disseram:

“Tu, pois, deveras reinarás sobre nós? Tu deveras terás domínio sobre nós?”

Assim, o aborreciam ainda mais por causa dos seus sonhos e das suas palavras.

José teve ainda outro sonho:

“Eis que ainda sonhei um sonho: eis que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam a mim.”

Quando contou o sonho ao seu pai e aos seus irmãos, seu pai o repreendeu dizendo:

“Que sonho é este que sonhaste? Porventura viremos eu, tua mãe e teus irmãos a inclinar-nos perante ti em terra?”

Seus irmãos o invejavam, porém seu pai guardava essas coisas em seu coração.

José é vendido ao Egito

Em certa ocasião, os irmãos de José estavam apacentando o rebanho de Jacó em Siquém. Jacó enviou José para ver como eles estavam.

Quando os irmãos viram José de longe, conspiraram contra ele. Inicialmente pensaram em matá-lo, mas, pela intervenção de Rubem, não o fizeram. Mesmo assim, lançaram José em um poço.

Enquanto estavam afastados, passou por ali uma caravana de midianitas e ismaelitas, que retiraram José da cova e o venderam para o Egito.

Seus irmãos, ao retornarem, pegaram a túnica de José, tingiram com o sangue de um cabrito e apresentaram ao pai, fazendo-o acreditar que José havia morrido.

José na casa de Potifar e na prisão

No Egito, José foi comprado por um egípcio chamado Potifar, capitão de Faraó.

Na casa de Potifar, José acabou sendo acusado injustamente e lançado na prisão. Mesmo assim, o Senhor deu graça a José diante do carcereiro, que o colocou responsável por todos os presos.

Pela ação do Senhor, tudo prosperava nas mãos de José.

A interpretação dos sonhos na prisão

Em certo momento, Faraó indignou-se contra dois de seus oficiais: o copeiro-mor e o padeiro-mor. Ambos foram lançados na prisão.

Em uma mesma noite, os dois tiveram sonhos, e não havia quem pudesse interpretá-los. Então apresentaram seus sonhos a José, que os interpretou com clareza.

O cumprimento foi exatamente como José havia dito: o padeiro-mor foi enforcado e o copeiro-mor voltou ao seu cargo.

Os sonhos de Faraó

Algum tempo depois, o próprio Faraó teve dois sonhos em uma mesma noite. O copeiro lembrou-se de José e contou ao rei sobre a interpretação que ele havia dado na prisão.

José foi chamado à presença de Faraó e interpretou os sonhos.

Os sonhos falavam de sete vacas gordas e sete vacas magras, e também de sete espigas cheias e sete espigas mirradas. José explicou que haveria sete anos de grande fartura seguidos por sete anos de fome gravíssima.

“Eis que vêm sete anos, e haverá grande fartura em toda a terra do Egito. E depois deles levantar-se-ão sete anos de fome, e toda aquela fartura será esquecida na terra do Egito.”

José também aconselhou Faraó a armazenar alimento durante os anos de fartura para sustentar o povo durante os anos de fome.

José é elevado a governador do Egito

A palavra agradou a Faraó e aos seus servos.

“Acharíamos um homem como este, em quem haja o Espírito de Deus?”

Então Faraó disse a José:

“Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo. Somente no trono eu serei maior do que tu.”

Faraó colocou o seu anel na mão de José, vestiu-o com roupas de linho fino e colocou um colar de ouro em seu pescoço. Assim, José foi constituído governador sobre toda a terra do Egito.

José tinha trinta anos quando se apresentou diante de Faraó.

José como figura profética de Cristo

Faraó deu a José o nome de Zafenate-Paneia, que significa salvador do mundo.

Isso faz de José um tipo do Senhor Jesus. Assim como José desceu à cova e depois foi exaltado, o Senhor Jesus também desceu à morte e ressuscitou como Rei.

Durante os anos de fome, somente José tinha alimento para fornecer ao povo. Da mesma forma, o Senhor Jesus é o pão da vida, que alimenta o homem enquanto o mundo sofre fome espiritual.

José reúne sua família no Egito

Mais tarde, José buscou seus irmãos e seu pai na terra de Canaã e os trouxe para o Egito para que fossem alimentados durante o tempo de fome.

O povo de Israel permaneceu ali por 430 anos na terra de Gósen, região que Faraó destinou para os israelitas.

Simplificadamente, essa é a história de José.

Nós encerramos este episódio louvando o nome do Senhor pela participação dos irmãos.

A paz do Senhor Jesus.