A travessia do Jordão e a entrada na terra prometida
Nesta Escola Bíblica Dominical, foi estudada a travessia do Jordão e a entrada na terra prometida. Logo na introdução, foi lembrado que a travessia de um rio, na Bíblia, fala de transição, simbolizando o fim de um ciclo e o início de um novo tempo.
Foi lembrado que, quando o Senhor Jesus saiu do rio Jordão no batismo, encerrou-se um período de anonimato e iniciou-se o seu ministério público. Também foi recordado que Naamã, ao mergulhar e sair das águas do Jordão, teve sua história mudada: entrou leproso e saiu limpo. Da mesma forma, no Jordão, o profeta Elias encerrou o seu ministério e teve início o ministério de Eliseu.
Assim também aconteceu com Israel. Ao atravessar o Jordão, foi encerrado o período de quarenta anos no deserto e teve início uma nova etapa em sua existência, marcada por conquistas e pela posse da terra prometida.
O significado profético da travessia
O estudo mostrou o significado dessa travessia para a igreja. Naqueles dias, o rio Jordão transbordava em suas ribanceiras. Havia um grande volume de água, eram dias de cheia. Foi ensinado que isso aponta profeticamente para o batismo com o Espírito Santo.
A travessia do rio Jordão foi apresentada como símbolo profético daquele momento em que a igreja é batizada com o Espírito Santo e recebe a promessa do derramamento do Espírito. Quando a igreja recebe esse derramamento, ela transborda na presença do Senhor. Os corações se enchem do Senhor, da Palavra, dos dons espirituais, de um desejo ardente de evangelizar, de ganhar almas para o Senhor e de servi-lo com fidelidade.
Assim como a travessia do Jordão levava Israel a uma nova fase, a uma nova terra e a um novo momento, o batismo com o Espírito Santo leva a igreja a viver um novo momento na presença do Senhor. Foi dito que ele leva a igreja e os servos a uma nova fase de abundância, de grandes colheitas, de grandes conquistas, de doutrinas, de revelações e de mistérios na presença do Senhor.
Antes da travessia
Antes da travessia, Israel tinha o Senhor, tinha culto, tinha ministério, sacerdotes, lei, palavra e identidade. Já não era mais escravo; era uma nação. Contudo, vivia com o sentimento de que faltava algo mais. Vivia do maná, um alimento limitado.
Foi mostrado que essa também foi a experiência de muitos irmãos antes de receberem a promessa do batismo com o Espírito Santo. Havia culto, lei, palavra, ministério e identidade cristã, mas faltava algo. Era como Israel no deserto, vivendo todos os dias do maná, numa experiência repetitiva, sem novidade no espírito.
Mas, depois que a igreja recebe o batismo com o Espírito Santo, passa a viver as novidades da terra. Começa a viver o Senhor como novidade de vida, no meio de revelações, profecias e riquezas da Palavra.
Israel caminhou no deserto debaixo de uma promessa: um dia provaria dos frutos da terra, um dia conheceria a terra prometida, um dia provaria a terra que mana leite e mel. Aquela promessa lhes dava vigor e força para caminhar até o Jordão.
Da mesma forma, muitos irmãos viveram essa experiência. Vieram de um evangelho tradicional, mas estavam debaixo da promessa de que, nos últimos dias, o Espírito Santo seria derramado. Estavam abraçados à profecia de Joel, aguardando esse dia até que ele veio, e o Espírito Santo foi derramado sobre a igreja, marcando o início de uma nova fase e de novas conquistas.
A obediência precede a bênção
Com Israel à margem do Jordão e a arca diante do povo, foi destacada a importância da obediência. Foi lembrada a palavra dirigida a Josué, quando o povo declarou que faria tudo quanto fosse ordenado e iria aonde fosse enviado, demonstrando um verdadeiro pacto de obediência.
Foi ensinado que esse é um ponto fundamental para aqueles que querem viver o transbordar do Espírito e receber uma porção excelente do derramar do Espírito Santo sobre a igreja, porque a obediência precede a bênção.
O povo caminhou em direção ao rio ainda fechado. Eles creram na palavra, creram na revelação e seguiram andando. O rio só se abriria quando a planta dos pés dos sacerdotes tocasse as águas. Mesmo com o rio fechado, eles continuaram avançando. Foi destacado que, no último instante da obediência, o milagre acontece, a vitória vem e a palavra se cumpre, porque Deus é fiel à sua palavra.
Um caminho nunca antes conhecido
Também foi lembrada a expressão do Senhor ao povo naquela travessia:
“Por esse caminho nunca passastes antes.”
Foi mostrado que o Senhor estava conduzindo o povo a um caminho novo, a uma experiência que nunca haviam vivido. Quando os pés tocaram as águas, o rio se abriu, as águas se separaram, e o povo passou por um caminho que nunca tinha visto.
Essa experiência foi aplicada à igreja quando recebeu o batismo com o Espírito Santo. Era algo novo, nunca antes vivido. Vinha-se de um evangelho repetitivo, sem novidade, até que veio a grande operação extraordinária: batismo com o Espírito Santo, visões, revelações, profecias, dom de línguas. Tudo era novo, mas tudo era maravilhoso.
Foi reconhecido que, para alguns, aquilo poderia causar estranheza, perguntas e dúvidas. Mas foi afirmado que esse era o caminho preparado pelo Senhor. Era a profecia de Joel não apenas pronunciada, mas vivida.
As doze pedras e o memorial
Quando a arca entrou no rio e os sacerdotes pararam no meio dele, Josué ordenou que doze homens, um de cada tribo, tomassem doze pedras do rio para levá-las à outra margem, onde seria levantada uma coluna. Depois, outras doze pedras foram colocadas no meio do rio, no lugar onde os sacerdotes estavam.
Foi ensinado que a coluna visível falava de Israel, vivendo o seu momento e a sua dispensação. Já a coluna encoberta pelas águas falava da igreja, representada nos doze apóstolos, como um projeto ainda encoberto aos olhos de Israel, um mistério escondido, mas que seria levantado mais adiante para anunciar ao mundo as boas novas do evangelho.
A arca à frente do povo
Na continuidade do estudo, foi lembrado que, após atravessar o Jordão, o povo seguia observando a arca à sua frente. Isso lhes dava segurança nesse novo e vivo caminho preparado pelo Senhor.
Foi afirmado que a arca fala claramente do Senhor Jesus. Ele é o bom pastor, o sumo pastor das ovelhas, aquele que vai adiante do seu povo, aquele que prometeu estar com os seus todos os dias até a consumação dos séculos. Suas ovelhas ouvem a sua voz, e ele continua falando por meio do Espírito Santo.
Assim, a igreja pode ter segurança nesse novo caminho, porque o Senhor Jesus continua caminhando à frente, como a arca caminhou à frente de Israel.
O deserto e a abundância da nova terra
Foi lembrado que, no deserto, o povo vivia como peregrino. Recebia do Senhor o necessário para sobreviver, mas não estabelecia ali morada permanente. Dependia do maná que caía a cada dia e da água que saía da rocha.
Na terra prometida, porém, havia abundância de tudo. O povo pôde realizar conquistas, estabelecer cidades e tornar-se uma nação. Mais adiante, o reino seria estabelecido.
Aplicando isso à vida da igreja, foi ensinado que, nesta nova terra, há abundância de alimento. Há trigo, pães asmos, figueiras, oliveiras e videiras. Não há mais limitação a um único alimento; há abundância da Palavra, revelações e alimento espiritual.
Foi dito que tudo isso é recebido não apenas para proveito próprio, mas para que o povo seja fortalecido e possa conquistar a terra que está adiante.
A conquista da terra e a conquista de almas
Foi ensinado que, à semelhança de Israel, a igreja também tem uma terra a conquistar. Essa conquista fala da conquista de almas. O coração humano é uma boa terra, e a semente da Palavra deve ser lançada sobre essa terra.
Foi lembrado o testemunho de uma criança que passava diante da igreja, entrou a convite de um diácono e ouviu a mensagem sobre a parábola do semeador. Tocada pela Palavra, a criança voltou para casa dizendo que o seu coração era uma boa terra. Depois convidou os pais para irem à igreja, e eles foram, ouviram a Palavra e se converteram.
Também foi contado o caso de uma criança que, no mês de evangelização, fez com a mãe uma lista de intercessão e pediu que nela fosse incluída uma colega de trabalho difícil, que parecia improvável. A mãe colocou o nome, começaram a orar, e aquela pessoa acabou indo à igreja e ouvindo a Palavra do Senhor.
Com isso, foi reforçado que há muita terra a conquistar e que o Senhor ainda quer salvar muitas vidas antes da sua volta gloriosa. Foi destacado que este é um ano de evangelização, e a igreja deve dedicar-se a isso, sem aguardar apenas por eventos, mas intercedendo diariamente por vidas próximas: parentes, colegas de trabalho, colegas de escola e vizinhos.
O fruto do Espírito
Recebendo a abundância dos frutos da terra, a igreja é transformada por esse alimento. Foi afirmado que, alimentando-se da Palavra revelada pelo Espírito Santo, naturalmente a igreja produz o fruto do Espírito.
Então foram destacados o amor, a alegria, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a temperança e o domínio próprio. Foi ensinado que o velho homem perde força quando não se permite a sua manifestação, e, em seu lugar, manifesta-se o fruto do Espírito Santo.
Foi feita também uma advertência: se o fruto do Espírito não está sendo produzido na vida do servo, isso é um mau sinal. Pode-se até estar sendo usado em dons espirituais, mas, se o fruto do Espírito não se manifesta, é sinal de que o Espírito Santo está sendo apagado. Por isso, foi exortado que isso não pode acontecer.
A igreja deve permanecer firme, conquistando almas, anunciando a Palavra e lançando a boa semente na terra que está ao redor, porque há muita terra a conquistar e o Senhor quer continuar fortalecendo o seu povo com o Espírito Santo.
A visão: figueira, oliveira e videira
Foi relatada uma visão dada pelo Senhor, mostrando sobre o púlpito ramos de oliveira, videira e figueira.
A figueira foi relacionada à profecia. A igreja vive debaixo de uma profecia, com a certeza de que o Senhor vai adiante dela e de que voltará em breve. A profecia encoraja a caminhada e sustenta a expectativa da volta do Senhor Jesus.
A oliveira foi ligada à unção do Espírito Santo. Do seu fruto vem o óleo, que fala da unção necessária para andar no Espírito, ter graça e poder para semear a boa Palavra e conquistar a boa terra que está ao redor.
A videira foi relacionada à alegria do Espírito Santo e à operação do Espírito na igreja. Foi mostrada como figura da igreja vivificada pelo Espírito Santo, produzindo o fruto do Espírito.
Assim, a igreja deve estar atenta à manifestação da profecia, da operação do Espírito e da unção do Espírito Santo, para evangelizar com poder e conquistar as vidas que o Senhor quer salvar.
Tudo para a glória de Deus
Por fim, foi ensinado que, realizando a obra do Senhor com essa abundância de alimento e com o poder do Espírito Santo para espalhar a boa semente, o Senhor Jesus será glorificado em tudo.
Foi dito que o Senhor é glorificado numa igreja que produz o fruto do Espírito Santo. A transformação da vida do servo, evidenciada por esse fruto, glorifica o Senhor e mostra que a salvação no nome de Jesus é uma realidade.
Também foi lembrado que, não apenas na obra do Senhor, mas em toda a vida diária, tudo o que o servo faz deve contribuir para a glória de Deus.
“Quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.”
Assim, a mensagem foi encerrada com a exortação de que tudo seja feito para a glória do Senhor Jesus, nosso amado Salvador.