Vamos dar continuidade, neste mês de janeiro, ao tema que estamos abordando: a igreja e seu funcionamento. Isso é especialmente relevante porque dividimos a igreja em grupos de assistência e estamos tratando da importância desses grupos no contexto da igreja. Hoje, temos novamente a participação do Pastor Ricardo Zouain. Paz do Senhor, Amadeu. Paz do Senhor a todos os irmãos que nos assistem. Pastor Gedair: Paz do Senhor, Pastor Amadeu. Paz do Senhor, Pastor Ricardo, e a todos que estão conosco. Amém! Vamos começar com você, Ricardo, lendo um texto da Palavra e destacando a importância dos grupos de assistência dentro da igreja. Ricardo: O texto da Palavra que fala sobre a origem dos grupos de assistência está em Êxodo 18:21: “E tu, dentre todo o povo, procura homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza; e põe-nos sobre maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinquenta e maiorais de dez.” Esse conselho foi dado pelo sogro de Moisés, Jetro, porque Moisés estava sobrecarregado. Todo o povo vinha até ele para resolver problemas. Quando o Senhor nos mostrou a necessidade de criar grupos de assistência na igreja, o objetivo era justamente aliviar essa sobrecarga do pastor. Cada grupo de assistência funciona como uma “microigreja” dentro da igreja maior. O pastor coordena tudo em um nível macro, enquanto os responsáveis pelos grupos cuidam de suas áreas específicas. Eles governam, conduzem e orientam seus grupos, zelando sempre pela doutrina e pelas revelações do Senhor. Quando os grupos de assistência surgiram, era algo muito parecido com o que aconteceu em Atos 6. Como sabemos, somos pastores voluntários, e todos nós temos uma vida secular. À medida que as igrejas cresciam, surgiu a necessidade de algo que facilitasse a administração e o atendimento ao rebanho, já que todos tinham suas responsabilidades profissionais. Os grupos de assistência foram criados exatamente para isso: facilitar a administração e o cuidado com o rebanho. Agora, quero fazer uma pergunta ao Gedair: trabalhamos nos grupos de assistência com duas frentes muito importantes, mas às vezes até os pastores não as identificam claramente. Essas frentes são a evangelização e o ensino doutrinário. Nosso foco principal sempre foi o espiritual. Por isso, não falamos de dinheiro ou ofertas, pois isso é algo inerente à fé do crente. Gedair: No grupo de assistência, trabalhamos com dois enfoques principais: trazer pessoas para experimentar o Senhor e consolidar a doutrina na igreja, principalmente através da Escola Bíblica Dominical (EBD) e do culto profético. O culto profético é uma bênção, pois o Senhor fala conosco. Além disso, temos a evangelização como um ponto especial da nossa obra. A evangelização, aliada ao culto profético, tem um impacto muito eficaz, especialmente porque proporciona experiências semelhantes às vividas pela Igreja Primitiva. O culto de evangelização mais significativo em nossa igreja acontece no domingo à noite, pois é quando as pessoas não crentes geralmente visitam a igreja. Movimentar os grupos de assistência, principalmente no domingo à noite, é um desafio, mas essencial para a vida da igreja. Além disso, precisamos monitorar como os grupos estão participando das atividades, como a EBD e o culto profético. A maneira como os dons espirituais se manifestam em um culto revela muito sobre a saúde espiritual daquele grupo. Ricardo: Uma observação interessante do programa passado foi a questão dos indicadores. A participação na EBD e no culto profético são dois grandes indicadores para avaliarmos como está o grupo de assistência. GEDAIR: Um ponto adicional é que a responsabilidade por um dia específico não deve limitar a participação nos outros dias. Todos devemos estar envolvidos sempre que possível. Tive experiências incríveis em igrejas onde os grupos de assistência chegaram a ter mais de 100 membros, e o culto profético era extremamente marcante. Se a igreja organiza bem os grupos, focando na evangelização e na EBD, ela cresce de forma saudável e consistente. Ricardo: Recentemente, tivemos a Trombetas e Festas, onde recebemos muitos visitantes. É essencial que esses visitantes sejam acompanhados para que não fiquem desassistidos. Estivemos presencialmente com as pessoas que participaram, e também houve aqueles que acompanharam pela televisão ou pelo YouTube. Esses que assistiram online precisam ser conectados, precisam ser procurados para receber assistência, como o Pastor Jir mencionou na reunião passada. A assistência continuada é, acredito, o segredo do sucesso desse encontro, dessa reunião de Trombetas e Festas. Houve pessoas que tiveram uma experiência com o Senhor no culto em si, e outras que terão uma experiência posteriormente, com a assistência que a igreja irá oferecer. Conversamos e orientamos os grupos de assistência para não deixar de ligar, marcar uma visita e, se a pessoa desejar, realizar essa visita. Por exemplo, ligar e dizer: "Fulano, hoje tem culto. Você pode vir? Posso passar na sua casa para te pegar?" Lá na igreja estamos fazendo assim. Lá no Prof. Madeu, estamos vivendo uma experiência muito interessante. Após o Trombetas e Festas, já tínhamos o controle dos convidados, como foi solicitado. Então, mandei mensagens para cada convidado, agradecendo a presença e nos colocando à disposição para esclarecer dúvidas ou realizar visitas. Dizíamos: "Gostaríamos de visitá-lo(a). Foi um prazer tê-lo(a) conosco." O que temos a dizer aos irmãos que estão assistindo é que, após o Trombetas e Festas, é importante manter o contato. Nas nossas igrejas, em todo o Brasil, tivemos mais de 800 mil pessoas presencialmente nos 6 mil templos. Glória a Jesus! Isso é uma média aproximada, sem contar aqueles que assistiram pelo YouTube. O que precisamos fazer, e reforço isso para os irmãos, é pegar o grupo de assistência e verificar quem participou. Não deixem essas pessoas caírem no esquecimento. Elas precisam ser acompanhadas. Agora, há uma necessidade de atendimento porque o Espírito Santo continuará agindo. As pessoas podem começar a ter sonhos, experiências espirituais, como visões sobre a igreja sendo arrebatada ou outros momentos marcantes. Por isso, o grupo deve continuar orando e acompanhando essas pessoas. Esse trabalho precisa ser feito de maneira constante durante o semestre. Dentro do grupo de assistência, existem duas frentes: a evangelização no culto profético e a formação doutrinária na EBD. Para se ter uma ideia, irmãos de outras denominações, como da Assembleia de Deus, têm assistido às nossas EBDs. Isso mostra que a doutrina não é exclusiva. A doutrina é do Espírito Santo. O pastor Gedelti sempre diz isso nas lives e eventos, como no Trombetas e Festas: a doutrina é universal e um preparo para a última hora. Amadeu, gosto muito daquele conceito de doutrina que o Senhor revelou: a Igreja Cristã Maranata não é dona da doutrina bíblica. Ela emerge da palavra de Deus por meio da operação do Espírito Santo no corpo, que é a igreja. Essa doutrina é obra do Espírito Santo no corpo de Cristo. A revelação não tem direitos autorais. Qualquer irmão pode pregar sobre dons espirituais, batismo com o Espírito Santo, porque isso está na Bíblia. A palavra revelada, viva, é para ser pregada. No grupo de assistência, podemos usar senhoras mais ativas e menos tímidas para observar os visitantes após os cultos. Essas senhoras podem abordar os visitantes com naturalidade e acolhimento. Na próxima semana, traremos os resultados dos grupos de assistência nos cultos proféticos e nas EBDs, encerrando o mês de janeiro com reflexões sobre essas experiências. A paz do Senhor a todos! Até a próxima semana.
Pastores: Douglas Spanghero, Amadeu Loureiro, Ricardo Zouain e Gedair Ferreira