A mensagem apresenta a promessa de Deuteronômio 31:8 como uma resposta de Deus para aqueles que buscam direção, conforto e renovação espiritual. Assim como Josué recebeu a responsabilidade de continuar o projeto conduzido por Moisés, a Igreja também é chamada a prosseguir no projeto de salvação, mesmo diante de lutas, temores e acontecimentos inesperados.

O Senhor não apenas acompanha o seu povo, mas vai adiante dele, permanece presente nas batalhas, não o abandona e oferece amparo em todos os momentos. Por isso, a orientação divina é clara: não temer nem se espantar, pois o Senhor continua à frente e junto daqueles que permanecem no seu projeto.

Uma palavra de direção e conforto

A mensagem teve como texto central uma palavra registrada no livro de Deuteronômio, no momento em que o povo de Israel precisava prosseguir na caminhada e dar continuidade ao projeto estabelecido por Deus.

Texto bíblico central:

“O Senhor, pois, é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará. Não temas, nem te espantes.”

Referência: Deuteronômio 31:8

Essa palavra foi apresentada como uma resposta preciosa para todos aqueles que haviam separado aquele momento para estar aos pés do Senhor. Cada pessoa estava ali buscando uma direção, uma resposta e a oportunidade de permanecer na dependência de Deus.

A mensagem destacou que é justamente nessa dependência que o servo encontra as maiores respostas, as melhores direções e o verdadeiro conforto. Quando alguém se coloca diante do Senhor reconhecendo que necessita dele, encontra um lugar em que a esperança pode ser renovada e a fé fortalecida diariamente.

A dependência de Deus não enfraquece o servo. Ao contrário, é nela que ele recebe força para continuar, direção para caminhar e consolo para enfrentar aquilo que ainda está diante dele.

Moisés, Josué e a continuidade do projeto

O cenário de Deuteronômio 31 foi lembrado como um momento de continuidade. Moisés estava transmitindo a Josué a responsabilidade de prosseguir com aquilo que Deus havia iniciado.

Em outras palavras, Moisés estava dizendo a Josué que ele deveria continuar o projeto. Uma etapa estava sendo encerrada, mas o propósito do Senhor não terminaria. Josué seria usado para conduzir o povo na continuidade daquilo que Deus havia estabelecido.

A mensagem relacionou essa situação ao projeto de salvação que permanece no coração daqueles que servem ao Senhor. Esse projeto está no coração da Igreja e também precisa estar no coração de cada servo que se separa para buscar a Deus e viver na sua dependência.

O objetivo maior desse projeto não está limitado às conquistas desta vida. Seu resultado mais importante é a eternidade. Por isso, o servo continua caminhando, mesmo quando as circunstâncias parecem difíceis, porque sabe que existe um propósito eterno sendo realizado.

Assim como Josué recebeu a missão de prosseguir, o povo de Deus também é chamado a continuar. Há um projeto que não pode ser abandonado, interrompido ou substituído pelos temores humanos. É necessário permanecer no caminho, confiando que o mesmo Deus que iniciou a obra também estará presente em sua continuidade.

As provas continuarão existindo

A mensagem não apresentou a caminhada com Deus como uma vida sem dificuldades. Mesmo estando no Senhor, as provas virão e as lutas não deixarão de existir.

As preocupações podem surgir. Os temores podem tentar ocupar o coração. O medo pode aparecer quando o servo percebe a responsabilidade que tem diante de si e os desafios que precisará enfrentar.

Entretanto, existe uma diferença essencial: o servo não enfrenta essas coisas sem ter o Senhor ao seu lado.

A presença das lutas não significa ausência de Deus. As provas não anulam as promessas. O fato de existirem batalhas não significa que o Senhor deixou o seu povo sozinho. Pelo contrário, é exatamente nesse cenário que a palavra dada a Josué se torna uma resposta também para a Igreja.

O que Deus disse a Josué é apresentado como uma palavra atual para cada pessoa que precisa continuar caminhando:

“O Senhor, pois, é aquele que vai adiante de ti.”

Referência: Deuteronômio 31:8

O Senhor vai adiante

A primeira certeza destacada na mensagem é que o Senhor vai adiante do seu povo. Ele não apenas mostra o caminho de longe, nem envia o servo sozinho para enfrentar aquilo que está pela frente. O próprio Senhor ocupa a posição dianteira.

Ele está à frente da batalha. Ele chega primeiro ao lugar da luta. Ele enfrenta os primeiros impactos para que o servo seja preservado e sustentado durante a caminhada.

Essa verdade foi relacionada à profecia de Isaías, que anuncia aquele que tomaria sobre si as dores do seu povo:

“Ele levou sobre si as nossas dores.”

Referência: Isaías 53:4

A mensagem mostrou que esse mesmo Deus está diante do seu povo em todas as batalhas. Ele conhece antecipadamente aquilo que o servo encontrará. Ele sabe onde estão os perigos, as dificuldades, as dores e os momentos de maior pressão.

O Senhor está à frente, absorvendo os impactos e cuidando de cada detalhe, para que a esperança e a fé do seu povo sejam renovadas.

Isso não significa que o servo nunca sentirá o peso das lutas, mas significa que ele não receberá sozinho todo o impacto da batalha. Antes que chegue ao lugar da prova, o Senhor já foi adiante.

Quando o servo olha para o futuro e não sabe o que encontrará, pode descansar na certeza de que Deus já está lá.

“Ele será contigo”

A palavra não afirma apenas que Deus vai adiante. Ela também declara:

“Ele será contigo.”

Referência: Deuteronômio 31:8

Essa promessa significa que, na peleja e na batalha, o servo não está sozinho. Há alguém presente para somar forças, sustentar o coração e renovar diariamente aquele que está cansado.

O Senhor não permanece distante, apenas observando o sofrimento do seu povo. Ele está junto. Sua presença acompanha o servo durante todo o processo.

Na batalha, ele está presente. Na espera, ele está presente. Na incerteza, ele está presente. Mesmo quando os olhos humanos não conseguem perceber uma solução imediata, a presença do Senhor continua sendo real.

O servo pode se sentir fraco, mas não está sozinho. Pode não conhecer o resultado da luta, mas sabe quem está ao seu lado. Pode não entender todo o caminho, mas possui a companhia daquele que conhece o princípio, o meio e o fim.

“Não te deixará”

A promessa continua:

“Não te deixará.”

Referência: Deuteronômio 31:8

A mensagem comparou essa fidelidade do Senhor com algumas experiências humanas. Muitas vezes, alguém deposita sua esperança em uma pessoa que promete permanecer ao seu lado, mas que, em determinado momento, acaba se afastando.

Existem situações em que o ser humano espera encontrar companhia e apoio, mas termina enfrentando a dificuldade sozinho. Com o Senhor, porém, não acontece dessa maneira.

O Senhor não é aquele que acompanha apenas por algum tempo. Ele não permanece somente enquanto tudo está bem. Ele não abandona o servo quando a caminhada se torna difícil.

Na enfermidade, o Senhor está presente. Na alegria, ele está presente. Na luta, ele está presente. Durante a espera, ele continua presente. Em todos os momentos, o Senhor está junto do seu povo.

Sua presença não depende das circunstâncias. Ele não está próximo apenas nos dias de vitória e distante nos dias de sofrimento. Sua promessa é permanecer.

“Nem te desamparará”

Além de não deixar o seu povo, o Senhor também promete:

“Nem te desamparará.”

Referência: Deuteronômio 31:8

Desamparar seria abandonar alguém sem proteção, cuidado ou recursos para prosseguir. A palavra declara que Deus não fará isso com aqueles que estão na sua dependência.

O Senhor não permitirá que o servo permaneça completamente desprotegido. Ele sempre oferecerá amparo, proteção e cuidado.

A mensagem ressaltou que Deus cuida da ovelha. Ele conhece sua fragilidade, percebe suas necessidades e sabe exatamente quando ela precisa ser sustentada.

O Senhor não deixa a ovelha desfalecer sem socorro. Ele está perto para protegê-la e cuidar dela. Mesmo nos momentos em que o servo não percebe claramente a ação de Deus, o cuidado do Senhor continua presente.

O amparo divino não é ocasional. Ele acompanha toda a caminhada daqueles que permanecem no projeto de Deus.

“Não temas, nem te espantes”

Depois de apresentar todas essas promessas, a palavra traz uma orientação direta:

“Não temas, nem te espantes.”

Referência: Deuteronômio 31:8

A mensagem reconheceu que os temores virão e que situações capazes de causar espanto poderão acontecer. O servo poderá receber notícias inesperadas, enfrentar mudanças e se deparar com circunstâncias que tentem abalar sua confiança.

A orientação para não temer não significa que nunca aparecerão motivos humanos para sentir medo. Também não significa que não existirão acontecimentos assustadores. Significa que o servo não deve permitir que o medo governe sua caminhada.

O momento vivido pela Igreja foi apresentado como um tempo final nesta terra, um momento de partida e de continuidade do projeto de salvação.

Enquanto esse projeto continua, poderão surgir temores e acontecimentos capazes de causar espanto. A Igreja enfrentará situações que tentarão enfraquecer sua esperança, interromper sua caminhada ou desviar sua atenção do propósito eterno.

Entretanto, em meio a tudo isso, o servo deve se lembrar de duas certezas fundamentais:

  • O Senhor está com ele.
  • O Senhor está adiante dele.

Essas certezas sustentam a caminhada. O servo não precisa enfrentar o futuro confiando apenas em sua própria força. Ele pode seguir porque Deus já está à frente e continuará presente durante todo o caminho.

A certeza que sustenta a Igreja

A resposta dada a Josué tornou-se uma palavra de fortalecimento para a Igreja. O projeto precisa continuar, mas não continuará apoiado apenas na capacidade humana.

Deus não entregou uma responsabilidade a Josué para depois deixá-lo sozinho. Junto com a missão, o Senhor entregou uma promessa. Da mesma forma, a Igreja não foi chamada para continuar o projeto de salvação sem a presença, a direção e o amparo de Deus.

Nos momentos de preocupação, é necessário lembrar que o Senhor vai adiante. Nos momentos de solidão, é necessário lembrar que ele está junto. Nos momentos de fraqueza, é necessário lembrar que ele não deixa. Nos momentos de desproteção, é necessário lembrar que ele não desampara.

Por isso, mesmo que os temores apareçam e os espantos aconteçam, a Igreja pode prosseguir.

O Senhor está com o seu povo. O Senhor está diante do seu povo. O projeto continuará porque aquele que chamou também acompanha, protege, sustenta e conduz até o fim.

A mensagem foi encerrada com louvor ao Senhor e com a reafirmação dessa verdade: o Senhor está junto e vai adiante daqueles que permanecem no seu projeto.

O Senhor é aquele que vai adiante

A mensagem teve como texto central uma palavra entregue por Moisés a Josué em um dos momentos mais importantes da caminhada do povo de Israel. O texto se encontra em Deuteronômio 31:8:

“O Senhor, pois, é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará. Não temas, nem te espantes.”

Essa palavra foi pronunciada no momento da despedida de Moisés e da nomeação de Josué como seu sucessor. Não era um acontecimento comum. Tratava-se de um momento singular, marcado por uma grande transição na história de Israel.

Durante muitos anos, o povo havia sido conduzido por Moisés. Agora, uma nova etapa estava prestes a começar. O povo se preparava para atravessar o rio Jordão e entrar na terra que o Senhor havia prometido.

Era necessário compreender o cenário no qual aquela palavra foi pronunciada. Moisés estava se despedindo, Josué receberia a responsabilidade de conduzir Israel, e o povo enfrentaria desafios que ainda não conhecia. Havia cidades, povos, batalhas e situações desconhecidas diante deles.

Em meio a tudo isso, Moisés assegurou a Josué e a todo Israel que Deus não os abandonaria. Assim como o Senhor havia sido com Moisés durante toda a caminhada, também seria com Josué e com o povo na nova etapa que começaria.

A segurança de Israel não estava apenas em quem ocuparia a posição de liderança.

A segurança do povo estava no Deus que continuaria presente, governando, dirigindo e indo adiante deles.

Uma palavra para os desafios diários

A promessa entregue a Josué também foi apresentada como uma verdade que fortalece o povo de Deus diante dos desafios diários. Todos os dias surgem situações que despertam medo, ansiedade e preocupação com aquilo que ainda está por vir.

Essa preocupação diante do desconhecido faz parte da fragilidade humana. O homem olha para o futuro e começa a pensar no que poderá acontecer, nas batalhas que terá de enfrentar e nas responsabilidades que terá de assumir.

Entretanto, diante desses sentimentos, o Senhor oferece a segurança da sua própria Palavra:

“O Senhor é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará. Não temas, nem te espantes.”

Essa não era apenas uma palavra de encorajamento humano. Era uma promessa do próprio Deus. Por isso, poderia sustentar Josué, Israel e todos aqueles que, ao longo do tempo, enfrentariam momentos de mudança, temor e incerteza.

A Igreja enfrenta desafios diariamente, mas sabe que não foi deixada sozinha neste mundo. Ela não está abandonada nem entregue à própria sorte. Há um Deus assentado no trono, governando todas as coisas e cuidando do seu povo.

O Senhor conhece cada batalha, cada necessidade e cada situação que ainda será enfrentada. Ele não observa a caminhada de longe. Ele permanece presente, conduzindo aqueles que confiam na sua Palavra.

Deus não solta a mão do seu povo

Ao explicar a promessa de que Deus não deixaria nem desampararia Josué, foi destacado que as expressões empregadas transmitem a ideia de não soltar a mão.

Deus não abandonar significa que ele não deixa o seu servo entregue à própria sorte. Ele não começa uma caminhada com alguém para depois deixá-lo sozinho no meio do caminho.

Deus não larga a mão daqueles que estão caminhando com ele.

Essa verdade se torna ainda mais preciosa quando comparada às experiências humanas de abandono. Existem pessoas que atravessam situações nas quais alguém importante se afasta. Algo ou alguém que estava perto, trazendo segurança, companhia e conforto, deixa de estar presente.

Quando isso acontece, pode surgir um sentimento profundo de perda. A pessoa passa a experimentar desconforto, desequilíbrio, tristeza e solidão. Aquilo que lhe fazia bem já não está perto, e ela começa a se sentir desamparada.

A mensagem, porém, mostrou que o Senhor não age dessa maneira. Deus não abandona, não desampara e não deixa o seu povo sozinho.

“Não temas, nem te espantes.”

Essa orientação não significa que Josué não enfrentaria dificuldades. Pelo contrário, ele enfrentaria grandes batalhas. O que mudava completamente a situação era a certeza de que Deus estaria com ele.

Quem estaria com Josué depois de Moisés?

Josué poderia naturalmente se preocupar com aquilo que aconteceria depois da partida de Moisés. Até aquele momento, ele havia caminhado ao lado de um homem que tinha uma profunda experiência com Deus.

Moisés estava presente. Josué podia vê-lo, ouvi-lo e acompanhar a maneira como o Senhor o usava para conduzir Israel. Entretanto, chegaria o momento em que Moisés já não estaria ao seu lado.

Diante disso, poderia surgir a pergunta: Como seguir adiante sem Moisés? Quem estará comigo quando eu tiver de assumir essa responsabilidade?

A resposta da mensagem foi clara: não seria simplesmente um homem que permaneceria com Josué. A partir daquele momento, o próprio Senhor iria adiante dele.

O Senhor estaria com Josué.

O Senhor não o deixaria.

O Senhor não o desampararia.

O Senhor conduziria a caminhada.

A palavra, portanto, não serviu apenas para animar Josué. Ela também trouxe segurança a todo o povo. Israel precisava compreender que o futuro não estava apenas nas mãos de Josué. Deus estaria com Josué, conduzindo juntamente com ele tudo o que deveria ser realizado.

A responsabilidade havia sido confiada a um homem, mas o cumprimento do projeto permanecia nas mãos do Senhor.

O Senhor segura com mão forte

A mensagem também aplicou essa verdade às pessoas que estejam enfrentando algum tipo de abandono. Mesmo que alguém tenha se afastado, mesmo que uma companhia humana tenha deixado de existir e mesmo que a pessoa esteja se sentindo sozinha, a Palavra permanece:

“Não temas, nem te espantes, porque ele não vai te abandonar.”

O Senhor nunca abandona o seu povo. Pelo contrário, ele segura com mão forte. Ele toma pela mão e permanece presente durante a caminhada.

Foi ressaltado que Deus segura a mão do seu servo para não deixá-lo abandonar o caminho. O Senhor permanece perto, sustentando e oferecendo condições para que cada batalha seja enfrentada juntamente com ele.

Ao mesmo tempo, foi feita uma advertência importante: Deus não abandona o homem, mas o homem pode decidir se afastar. O Senhor permanece segurando, sustentando e chamando, mas não obriga alguém a permanecer contra a própria vontade.

Mesmo assim, enquanto o servo deseja caminhar com o Senhor, encontrará nele uma presença fiel, próxima e constante. Cada batalha poderá ser enfrentada com a certeza de que Deus não deixou de acompanhar o seu povo.

Muito mais que um registro histórico

Deuteronômio 31:8 foi apresentado como muito mais do que um simples registro de um acontecimento do passado. O texto revela a fidelidade de Deus em meio à fragilidade humana.

A palavra teve um cumprimento histórico específico. Ela foi entregue a Josué e ao povo de Israel em um momento real, quando estavam prestes a atravessar o Jordão e entrar em Canaã.

Entretanto, a mensagem destacou que a Palavra de Deus é viva e eficaz. Ela possui um cumprimento relacionado ao contexto no qual foi pronunciada, mas também contém uma mensagem eterna, capaz de alcançar o povo de Deus em diferentes épocas.

Suas lições não ficaram limitadas ao tempo de Moisés e Josué. Elas também sustentaram servos do Senhor em outros períodos da história e continuam alcançando a Igreja que hoje aguarda o arrebatamento.

Assim como Israel tinha um Jordão para atravessar e uma Canaã para conquistar em meio a um mundo hostil, a Igreja também enfrenta suas travessias, batalhas e desafios.

A mesma mensagem permanece:

“O Senhor irá adiante. Ele será contigo. Não te deixará e não te desamparará.”

Israel às margens do Jordão

Para compreender a profundidade da palavra, foi novamente apresentado o contexto de Israel. No início de Deuteronômio 31, Moisés havia falado a todo o povo. Depois, passou a dirigir-se diretamente a Josué.

Foi explicado que, enquanto os acontecimentos narrados em Números abrangem aproximadamente 38 anos da peregrinação, o livro de Deuteronômio se concentra em um período muito menor, relacionado aos últimos dias antes da entrada em Canaã.

O povo estava às margens da terra prometida. O Jordão estava diante deles, e a travessia se aproximava.

Israel já havia enfrentado reis e exércitos. Entre as batalhas mencionadas estavam os confrontos contra Seom, rei dos amorreus, e Ogue, rei de Basã. Essas vitórias mostravam que Deus já vinha conduzindo o povo e preparando o caminho para a entrada na terra.

Agora, porém, uma mudança de liderança aconteceria. Moisés não entraria na terra, e Josué seria o responsável por conduzir o povo na etapa seguinte.

A primeira grande lição: submissão ao Senhor

A primeira lição transmitida por Moisés a Josué foi apresentada como uma lição de submissão à vontade de Deus.

Naquele momento, Moisés estava debaixo de uma declaração do Senhor: ele não entraria na terra prometida.

Essa determinação estava relacionada ao episódio no qual Deus ordenou que Moisés falasse à rocha, mas ele, em vez disso, feriu a rocha. A mensagem ressaltou, a partir desse acontecimento, que Deus é um Deus de detalhes e de minúcias.

Aquilo que poderia parecer pequeno aos olhos humanos tinha importância diante do Senhor. Deus havia dado uma orientação específica, e esperava que ela fosse obedecida.

Foi lembrado o princípio bíblico da fidelidade no pouco:

“Sobre o pouco foste fiel; sobre muito te colocarei.”

O servo precisa ser fiel nas pequenas coisas, nos detalhes e naquilo que o Senhor colocou sob sua responsabilidade. A obediência não deve existir somente nas grandes decisões, mas também no pequeno, no simples e no aparentemente insignificante.

Quando Deus responde de maneira diferente

Moisés desejava entrar na terra prometida. Ele pediu ao Senhor que lhe permitisse atravessar o Jordão e contemplar a terra. Entretanto, depois de suas súplicas, Deus determinou que aquele assunto não deveria mais ser apresentado.

“Não me fales mais neste negócio.”

Humanamente, Moisés poderia ter ficado profundamente magoado ou revoltado. Ele havia servido durante tantos anos, suportado murmurações, enfrentado dificuldades e conduzido o povo pelo deserto.

Mesmo assim, quando recebeu uma resposta diferente daquilo que desejava, não se levantou contra Deus nem tentou convencer o povo de que havia alguma injustiça no Senhor.

No capítulo seguinte, a declaração de Moisés sobre Deus foi:

“Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos juízo são. Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é.”

Referência: Deuteronômio 32:4.

Essa declaração revela a submissão de Moisés. Embora não pudesse entrar na terra, ele continuava reconhecendo que Deus era justo, reto e verdadeiro.

A mensagem aplicou essa experiência à vida espiritual. Existem momentos em que o Senhor permite algo diferente daquilo que a pessoa esperava. Há ocasiões em que uma resposta de Deus contraria os desejos humanos e produz tristeza.

Mesmo nesses momentos, o Senhor continua certo. A frustração humana não transforma Deus em injusto. Quando a vontade do homem entra em conflito com a vontade divina, Deus continua sendo a Rocha cuja obra é perfeita.

Mesmo quando não compreendemos a decisão do Senhor, ele permanece justo.

Mesmo quando nos entristecemos, ele continua sendo verdadeiro.

Mesmo quando nossos planos não se realizam, os caminhos de Deus permanecem perfeitos.

Moisés transmitia essa grande lição a Josué e a todo Israel. O povo entraria na terra, ainda que ele próprio não entrasse.

Não havia amargura em sua orientação. Moisés não tentou impedir a continuidade do projeto porque não participaria da etapa seguinte. Pelo contrário, preparou Josué, animou o povo e reafirmou que todos deveriam continuar seguindo o Senhor.

A mensagem de Moisés poderia ser compreendida desta maneira: eles herdariam a terra, mesmo que ele não entrasse. Deveriam seguir ao Senhor porque Deus é reto, justo e verdadeiro.

Deus falou por meio de Moisés

Depois de mostrar a submissão de Moisés à vontade do Senhor, a mensagem voltou sua atenção para a maneira como Deus conduziu Josué naquele momento de transição.

Primeiramente, Josué recebeu a Palavra de Deus por meio de um profeta. Era Moisés quem falava com ele, diante de todo o povo de Israel.

O texto anterior ao versículo central registra:

“E chamou Moisés a Josué, e lhe disse aos olhos de todo o Israel: Esforça-te e anima-te, porque com este povo entrarás na terra que o Senhor jurou a teus pais lhes dar; e tu os farás herdá-la.”

Referência: Deuteronômio 31:7.

Em seguida, Moisés declarou:

“O Senhor, pois, é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará. Não temas, nem te espantes.”

Referência: Deuteronômio 31:8.

Josué estava recebendo sobre seus ombros uma responsabilidade muito grande. Durante cerca de quarenta anos, ele havia acompanhado de perto a liderança de Moisés e visto tudo o que aquele servo enfrentara.

Josué tinha presenciado as dificuldades da caminhada pelo deserto. Ele viu o povo murmurar, questionar e levantar-se contra Moisés. Também acompanhou situações em que pessoas próximas do próprio Moisés, como Arão e Miriã, se colocaram contra ele.

Ele conhecia, portanto, o peso daquela missão. Não estava assumindo uma responsabilidade sem saber o que ela envolvia. Josué havia visto as dores, as pressões, as resistências e as batalhas enfrentadas por aquele que conduzia Israel.

Agora, Moisés estava dizendo a ele, de maneira muito clara: “É com você.”

O peso colocado sobre Josué

Humanamente, aquela palavra poderia provocar temor. A responsabilidade era suficiente para fazer alguém colocar as mãos sobre a cabeça e perguntar como conseguiria enfrentar tudo aquilo.

Josué sabia que teria de conduzir uma multidão. Sabia que encontraria inimigos, cidades fortificadas e situações para as quais não teria respostas humanas imediatas.

Além disso, ele sabia que o mesmo povo que havia se levantado contra Moisés poderia também levantar-se contra ele.

Entretanto, a mensagem destacou que Josué demonstrava grande confiança na palavra que estava recebendo. Em nenhum momento ele aparece contradizendo Moisés, reclamando da responsabilidade ou recusando o chamado.

Josué ouviu e seguiu adiante.

Essa confiança não estava simplesmente em Moisés como homem, mas na certeza de que a palavra transmitida por ele vinha do Senhor.

Josué não recebeu apenas uma tarefa.

Ele recebeu uma promessa juntamente com a tarefa.

Deus não estava apenas dizendo que Josué deveria conduzir o povo. O Senhor estava assegurando que iria adiante dele, permaneceria com ele e não o abandonaria.

Deus confirma diretamente aquilo que falou pelo profeta

Mais tarde, no início do livro de Josué, a palavra seria confirmada pelo próprio Deus.

Em Deuteronômio, Josué havia ouvido a orientação por meio de Moisés. No primeiro capítulo do livro que leva seu nome, ele passou a ouvir o Senhor falando diretamente com ele.

Depois da morte de Moisés, Deus declarou:

“Moisés, meu servo, é morto; levanta-te, pois, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel.”

Referência: Josué 1:2.

O momento da transição havia chegado definitivamente. Moisés já não estava presente, e Josué precisava levantar-se e iniciar a nova etapa.

Deus não permitiu que a morte de Moisés interrompesse seu projeto. O servo havia partido, mas o Senhor continuava presente. O homem havia encerrado sua caminhada, mas o projeto de Deus permanecia em andamento.

Ao falar diretamente com Josué, o Senhor confirmou as mesmas palavras que anteriormente haviam sido transmitidas por Moisés.

“Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho e, então, prudentemente te conduzirás.”

Referência: Josué 1:8.

O livro da lei havia sido deixado por Moisés, mas sua origem estava em Deus. Por isso, quando o Senhor falou diretamente com Josué, mostrou que a palavra pronunciada pelo profeta era, na verdade, uma palavra divina.

A mensagem ressaltou essa ligação. Em Deuteronômio, era Moisés quem dizia a Josué para esforçar-se, animar-se e não temer. Em Josué 1, o próprio Deus repete a mesma orientação.

“Não to mandei eu? Esforça-te e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo, por onde quer que andares.”

Referência: Josué 1:9.

“Não to mandei eu?”

A expressão “Não to mandei eu?” foi destacada na mensagem.

Humanamente, Josué poderia pensar que havia recebido a missão apenas de Moisés. Afinal, fora Moisés quem o chamara diante do povo e lhe transmitira a responsabilidade.

Entretanto, Deus mostrou que a ordem não vinha apenas de um homem.

Era como se o Senhor dissesse: “Quando Moisés falou com você, era eu quem estava falando por meio dele. A palavra que você recebeu não nasceu na vontade de Moisés; ela veio de mim.”

Assim, o mesmo Deus que havia falado por meio do profeta passou a falar diretamente com Josué.

Deus falou por meio de Moisés.

Depois, Deus confirmou diretamente a mesma palavra.

As expressões também eram as mesmas:

  • Esforça-te;
  • Tem bom ânimo;
  • Não temas;
  • Não te espantes;
  • O Senhor é contigo.

Essa repetição não era casual. Ela confirmava que a mensagem entregue anteriormente vinha do próprio Deus.

O mesmo Deus ainda fala com sua Igreja

A mensagem aplicou essa verdade à Igreja. O mesmo Deus que falou a Josué por meio de Moisés e depois diretamente continua falando com seu povo.

A Palavra de Deus atravessa o tempo. Aquilo que foi dito em um contexto histórico específico continua trazendo direção, ensino e fortalecimento espiritual.

Foi destacado que o mesmo Deus fala hoje por meio do Espírito Santo.

Assim como Josué recebeu uma palavra para o momento de transição que vivia, a Igreja também recebe do Senhor a orientação necessária para sua caminhada.

O Deus que falou no passado não mudou.

Ele continua falando, conduzindo e confirmando sua Palavra pelo Espírito Santo.

A mensagem, portanto, não ficou limitada à experiência de Josué. Ela foi apresentada como uma palavra atual para todos os que precisam enfrentar responsabilidades, mudanças e desafios.

Uma nova fase sustentada pela Palavra e pela presença de Deus

O momento vivido por Israel era de grande mudança. O povo enfrentaria desafios em Canaã, e Josué tinha conhecimento de que a tarefa não seria fácil.

Entretanto, aquele também era um momento de renovação da aliança e de confirmação da presença do Senhor.

A Palavra e a presença de Deus seriam suficientes para sustentar Israel naquela nova fase.

Por meio de Moisés e, depois, diretamente, o Senhor disse a Josué que ele deveria ser forte e corajoso.

Contudo, a mensagem explicou que essa força não se referia à força física. Deus não estava dizendo a Josué que ele precisava fortalecer os músculos para enfrentar os inimigos.

A força necessária para a missão não vinha do corpo, da habilidade militar ou da capacidade natural de Josué.

A força de Josué vinha da obediência à Palavra de Deus.

Ele seria forte ao colocar em prática aquilo que estava escrito e aquilo que havia sido ordenado pelo Senhor.

“Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito.”

A coragem de Josué estava diretamente ligada à obediência. Ele não deveria apenas conhecer a Palavra, citá-la ou carregá-la consigo. Precisava meditar nela e fazer conforme tudo o que estava escrito.

Ser forte, naquele contexto, era obedecer.

Ser corajoso era permanecer firme na Palavra diante das pressões.

A fragilidade humana nas diferentes etapas da vida

A mensagem mostrou que, muitas vezes, o homem deseja apresentar-se como forte e corajoso. Pode haver vigor físico, disposição e confiança em determinada fase da vida.

Entretanto, ao longo da caminhada, surgem situações que revelam a fragilidade humana.

Há etapas em que a pessoa percebe que sua força natural não é suficiente. A coragem que parecia tão grande pode desaparecer quando chegam certas batalhas.

Existem momentos em que o homem compreende que, por si mesmo, não é nada.

Essa percepção não deve levá-lo ao desespero, mas à dependência do Senhor.

Dentro do chamado, Deus forma e forja os seus escolhidos. Ele trabalha ao longo das etapas da vida, ensinando o servo a confiar menos em si mesmo e mais na presença divina.

Deus formou Moisés ao longo da caminhada

O chamado de Moisés foi usado como exemplo desse processo.

Quando Deus se revelou a ele e apresentou o projeto de libertação de Israel, Moisés reconheceu sua própria limitação.

O Senhor lhe disse que deveria ir a Faraó. Diante disso, Moisés olhou para si mesmo, considerou quem ele era e também quem era Faraó.

Humanamente, a missão parecia impossível.

Moisés não se via como alguém capaz de comparecer diante do governante do Egito e exigir a libertação do povo.

Entretanto, a resposta de Deus foi:

“Certamente eu serei contigo.”

Referência: Êxodo 3:12.

Essa promessa mudava tudo. O projeto não dependia da capacidade de Moisés, mas da presença de Deus.

Quando Deus chama, ele também se compromete a estar presente.

O projeto estabelecido pelo Senhor era perfeito. Ao longo da vida, Moisés seria fortalecido, formado e forjado na obediência.

As experiências, as dificuldades, os confrontos com Faraó, a saída do Egito e a caminhada no deserto fizeram parte desse processo.

Moisés foi aprendendo a confiar no Senhor enquanto caminhava.

Da experiência de Moisés ao chamado de Josué

O tempo passou, e Moisés chegou aos 120 anos. Depois de ter vivido tantas experiências com o Deus vivo e todo-poderoso, ele ouviu a determinação de que Josué assumiria a continuidade da missão.

Então, aquele servo que havia sido sustentado durante toda a sua caminhada pôde dizer a Josué:

“O Senhor será contigo.”

Essa não era uma frase vazia. Quem falava era alguém que possuía uma longa experiência com Deus.

Moisés sabia o que significava enfrentar o impossível e ser sustentado pelo Senhor. Sabia o que era sentir-se incapaz e depois descobrir que a presença de Deus era suficiente.

Josué também havia acompanhado muitas dessas experiências. Ele esteve próximo de Moisés em diversas etapas e viu a fidelidade do Senhor em ação.

Por isso, quando ouviu que Deus seria com ele, compreendeu o peso e a verdade daquela promessa.

O ânimo de Josué foi renovado.

O novo sempre provoca expectativa

A mensagem reconheceu que o amanhã e aquilo que é novo frequentemente produzem expectativa e temor no coração humano.

Quando uma fase está terminando e outra começa, surgem perguntas. O homem deseja saber o que acontecerá, quais dificuldades aparecerão e se terá condições de vencer.

Josué estava diante de uma nova etapa. Moisés partiria, o Jordão seria atravessado, e a conquista da terra começaria.

Havia motivos humanos para sentir temor.

Entretanto, a certeza de que ele não caminharia sozinho renovava suas forças.

A segurança não estava em saber tudo o que aconteceria amanhã.

A segurança estava em saber quem estaria presente amanhã.

Quando o servo compreende que o Senhor está com ele, o desconhecido deixa de ser uma razão para o desespero.

O Senhor foi, é e continuará sendo com seu povo

A mensagem afirmou que o Senhor não está presente apenas em um dia isolado da caminhada.

Ele esteve com seus servos no passado, permanece com eles no presente e continuará presente no futuro.

O chamado de Deus não vem desacompanhado de sua presença. Aquele que chama também sustenta.

Assim, a Igreja pode ter a certeza de que o Senhor foi com ela ontem, é com ela hoje e será com ela amanhã, até o grande dia.

O Senhor está com seu povo todos os dias e em todo o tempo.

Não somos fortes, mas servimos a um Deus forte

Uma das aplicações centrais da mensagem foi que a alegria da Igreja não está em pensar que possui força própria.

O povo de Deus não vence porque é naturalmente forte.

Também não vence porque possui coragem humana suficiente para enfrentar todas as situações.

A alegria está em servir a um Deus que é forte e que forja seus servos no exercício da fé.

É pela fé que a Igreja continua caminhando.

Ela reconhece que o amanhã não lhe pertence, mas confia que, se o Senhor estiver à sua frente, ele vencerá as batalhas.

O amanhã não pertence ao homem.

Mas o Deus que conhece o amanhã vai adiante do seu povo.

Força espiritual é firmeza diante das pressões

Ao aprofundar a expressão “ser forte”, a mensagem explicou que seu conteúdo envolve resiliência, determinação, firmeza e coragem diante das pressões.

Não se trata de uma exaltação da capacidade humana. Trata-se de confiar naquilo que Deus falou.

Ser forte é permanecer firme quando surgem circunstâncias que tentam produzir medo, desânimo ou recuo.

Ser corajoso é continuar obedecendo à Palavra, mesmo quando as pressões aumentam.

Josué não precisava confiar em si mesmo. Precisava confiar no Senhor que havia prometido ir adiante dele.

A diferença entre estar diante e ir adiante

A mensagem destacou a importância da expressão usada em Deuteronômio 31:8:

“O Senhor é aquele que vai adiante de ti.”

Foi explicada a diferença entre estar diante e ir adiante.

Algo ou alguém que está diante de uma pessoa pode simplesmente estar à sua frente. Porém, quando Deus diz que irá adiante, a ideia transmitida é de liderança e condução.

O Senhor não estaria apenas posicionado em frente a Josué. Ele iria primeiro, abrindo o caminho, dirigindo a marcha e conduzindo os acontecimentos.

Deus vai adiante porque ele lidera.

Ele acompanha porque permanece com seu povo.

Ele conduz porque tudo o que a Igreja possui vem dele.

Essa é uma grande diferença. O Senhor não envia seu povo sozinho para um caminho desconhecido. Ele mesmo vai à frente.

Há um tempo determinado para cada etapa

O desenvolvimento da mensagem também mostrou que houve um tempo para cada forma de Deus tratar com Josué.

Primeiro, Deus falou a Moisés para que Moisés falasse com Josué.

Depois, o próprio Deus falou diretamente com Josué.

Mais adiante, o povo também se dirigiria a Josué com palavras de apoio e encorajamento.

Em nenhum desses momentos houve contradição. A mesma direção permaneceu.

A palavra de ânimo que veio por meio de Moisés foi confirmada pelo Senhor e também reconhecida pelo povo.

Isso mostrou que Deus estava conduzindo toda a transição.

O povo reconheceu em Josué a direção de Deus

No final do primeiro capítulo de Josué, o próprio povo também se dirigiu ao novo líder. Não houve resistência ou conflito naquele momento de transição. Pelo contrário, a mesma palavra de ânimo e encorajamento que havia sido pronunciada por Moisés e confirmada pelo Senhor passou a ser repetida por Israel.

O povo reconheceu em Josué aquilo que também havia visto em Moisés: a direção de Deus.

Israel não desejava que a condução do Senhor fosse interrompida. A preocupação do povo não era apenas com a troca de um homem por outro, mas com a continuidade da presença divina em sua caminhada.

Por isso, responderam a Josué:

“Tudo quanto nos ordenaste faremos, e aonde quer que nos enviares iremos. Como em tudo ouvimos a Moisés, assim te ouviremos a ti; tão somente que o Senhor, teu Deus, seja contigo, como foi com Moisés.”

Referência: Josué 1:16-17.

O povo estava disposto a obedecer a Josué, desde que o Senhor permanecesse conduzindo sua vida como havia conduzido Moisés.

Israel não queria apenas uma liderança humana. Queria continuar vendo a direção de Deus.

O que dava segurança ao povo não era apenas a presença de Josué.

Era a certeza de que Deus estaria com Josué.

A Igreja também caminha dessa maneira. Sua segurança não está simplesmente nos homens, nas estruturas ou nas capacidades humanas. Ela caminha segura quando reconhece que o Deus todo-poderoso permanece à sua frente.

A Igreja caminha segura em tempos de temor

Mesmo em tempos de medo, espanto e incerteza, a Igreja fiel continua caminhando.

Ela não ignora as dificuldades nem afirma que as batalhas não existem. Entretanto, sabe que aquele que vai à sua frente é o Deus que tudo sabe, tudo vê e tudo pode.

Os homens passam, as gerações mudam e o tempo avança, mas o Senhor não muda.

Moisés passou.

Josué assumiu a missão.

Mas o Deus que conduzia o povo permaneceu o mesmo.

Essa verdade também se aplica à caminhada da Igreja. Os servos cumprem sua missão e encerram suas etapas, mas o projeto de Deus não depende da permanência de um homem.

O Senhor continua conduzindo seu povo através do tempo.

É necessário querer ouvir a voz de Deus

A mensagem apresentou um ponto essencial: para ser conduzido, o homem precisa desejar ouvir.

Josué certamente experimentou temores humanos. Ele conhecia as dificuldades enfrentadas por Moisés e sabia que a batalha seria grande.

Conduzir Israel não era uma tarefa simples. O povo era numeroso, havia inimigos diante deles e a conquista da terra exigiria fé, coragem e obediência.

Como homem, Josué poderia sentir medo. A diferença é que ele ouviu a voz do Senhor.

A Igreja de Deus ouve a voz do Senhor.

Ela não é guiada apenas pelas circunstâncias, pelos sentimentos ou pelas previsões humanas. A Igreja escuta aquilo que Deus está falando e encontra nessa palavra a direção para continuar.

A presença de Deus trouxe segurança ao povo

Quando Israel percebeu que o mesmo Deus que havia conduzido Moisés também estava com Josué, recebeu segurança e firmeza.

Por isso, não houve dúvida na resposta do povo. Ao final, eles repetiram a Josué palavras semelhantes às que Moisés e o próprio Deus já haviam pronunciado:

“Tão somente esforça-te e tem bom ânimo.”

Referência: Josué 1:18.

Essa repetição mostrou uma unidade espiritual. Moisés encorajou Josué, Deus confirmou a palavra e o povo também se colocou ao lado dele.

A Igreja foi apresentada como um corpo que ora e sustenta seus membros.

Quando os irmãos oram uns pelos outros, há transmissão de vida. A oração fortalece aqueles que estão enfrentando batalhas, e a Palavra alimenta a alma.

Enquanto muitas pessoas enfrentam lutas difíceis, a Igreja pode declarar, em nome de Jesus, que Deus continua indo adiante de seu povo.

A grande lição de Deuteronômio 31:8

A mensagem resumiu a principal lição do texto desta maneira: o povo de Deus não precisa viver dominado pelo medo do futuro ou pelas lutas que ainda surgirão.

Deus está à frente. Ele vai adiante, liderando a caminhada.

Além de ir à frente, ele permanece ao lado de seu povo e nunca o abandona.

Deus está adiante, conduzindo.

Deus está junto, sustentando.

Deus não abandona, mesmo durante as batalhas.

A preocupação com o amanhã é natural ao homem. Ele pensa no que acontecerá, nas necessidades que terá e nas situações que poderá enfrentar.

Entretanto, quando o Senhor está à frente e o servo entrega a ele seus anseios e sua vida, a preocupação dá lugar à esperança.

Quando a preocupação se transforma em esperança

A mensagem apresentou uma diferença importante entre preocupação e esperança.

A preocupação olha para o amanhã e imagina tudo o que pode dar errado. A esperança olha para o mesmo amanhã e se lembra de que o Senhor continuará presente.

Então, em vez de viver dominado pelo medo, o servo pode declarar:

“Amanhã poderá ser melhor.”

“O Senhor estará comigo.”

“O Senhor também me dará vitória amanhã.”

Essa esperança também foi aplicada àqueles que enfrentam enfermidades, cirurgias e situações delicadas de saúde.

Quando a esperança está no Senhor, a pessoa enfrenta a situação de maneira diferente. Ela confia que Deus pode conceder vitória e continuidade da vida, mas também reconhece que sua esperança maior está na salvação e na eternidade.

A fé não está apenas na possibilidade de uma solução terrena. Ela está no Senhor e em seu projeto eterno.

Josué e a continuidade do projeto de salvação

Josué foi apresentado como aquele que daria continuidade ao projeto iniciado durante a caminhada de Israel.

O projeto de salvação é algo sério e precisa ser preservado na vida espiritual.

Quando alguém recebe esse projeto, precisa compreender como permanecer nele. A resposta apresentada na mensagem foi buscar o Senhor e depender de sua direção.

O servo vai aos pés de Deus, e o Senhor responde:

“Eu vou adiante de ti.”

Essa promessa resolve a questão central da caminhada. A manutenção da vida espiritual não depende apenas da capacidade humana, mas da presença e da direção do Senhor.

Uma nova geração diante da terra prometida

Depois de quarenta anos de peregrinação, uma nova geração estava às margens do Jordão, prestes a entrar na terra prometida.

Era um momento de transição, mas não era um momento para o desespero.

O povo precisava confiar na Palavra e na presença do Senhor.

A mensagem aplicou essa figura à Igreja dos dias atuais. A Igreja também se encontra diante de uma grande transição: sua passagem deste mundo para a eternidade.

A transição se aproxima, mas não é tempo de desespero.

É tempo de confiar no Senhor e permanecer em sua Palavra.

Assim como Israel esteve diante do Jordão, a Igreja aguarda o momento em que será conduzida para a presença eterna de Deus.

Moisés como figura da lei

Na parte final da mensagem, foi apresentada uma ligação espiritual entre Moisés, Josué e o projeto de salvação.

Moisés foi mostrado como uma figura da lei.

Josué, por sua vez, possui um nome relacionado ao nome de Jesus, com o significado de que o Senhor salva.

Essa relação mostrou que a lei não poderia conduzir o povo até a terra prometida.

Moisés levou Israel até as proximidades da terra, mas não entrou com o povo.

Quem conduziu Israel para dentro de Canaã foi Josué.

Da mesma maneira, a lei revela a vontade de Deus, mostra o pecado e aponta o caminho, mas não pode salvar o homem por seus próprios méritos.

A entrada na salvação acontece por meio de Jesus Cristo.

O sangue de Jesus abriu o acesso à eternidade

A mensagem declarou que Jesus derramou seu sangue na cruz do Calvário, concedendo ao homem acesso à salvação e à eternidade.

Aquilo que a lei não poderia realizar foi cumprido por Cristo.

A lei aponta.

Jesus conduz.

A lei revela a necessidade.

Jesus oferece a salvação.

O projeto de Deus já aparecia nas Escrituras por meio de figuras, sombras e acontecimentos que apontavam para Jesus.

Por que Deuteronômio repete a lei?

A mensagem explicou que, ao ler Deuteronômio, alguém pode ter a impressão de que o livro está repetindo aquilo que já havia sido dito em Êxodo e Levítico.

Entretanto, havia uma razão para essa repetição.

Uma nova geração estava prestes a entrar em Canaã.

Muitos daqueles que eram crianças quando saíram do Egito agora eram adultos. Seus pais haviam presenciado os sinais de Deus, mas, quando chegaram às proximidades da terra prometida, não creram no Senhor e desejaram voltar ao Egito.

Aquela geração não entrou na terra.

Contudo, Deus não permitiria que o povo que havia sido libertado retornasse à escravidão pelas próprias mãos do Senhor.

Ele não os conduziria de volta pelo deserto para entregá-los novamente a Faraó.

Por isso, Israel permaneceu no deserto enquanto aquela geração passava e uma nova geração era preparada.

Durante aproximadamente 38 anos, pais, avós e bisavós foram falecendo, enquanto aqueles que eram crianças na saída do Egito se tornavam adultos.

Agora, essa nova geração receberia novamente a direção do Senhor.

A lei é santa e aponta para Jesus

A repetição da lei em Deuteronômio mostrava que o mandamento de Deus continuava santo, justo e importante.

Tudo aquilo apontava para Jesus.

Deus não estava dizendo ao povo que deveria esquecer Moisés. O Senhor queria que Israel compreendesse corretamente o significado de seu ministério.

Moisés não seria aquele que os levaria para dentro da terra, mas apontaria para aquele que faria isso.

E Moisés apontou para Josué.

Diante de todo o povo, colocou suas mãos sobre ele e declarou que Israel entraria na terra sob sua liderança.

Espiritualmente, essa cena mostrava que a entrada na promessa não aconteceria pela lei, mas pela graça.

A lei mostra aquilo que o homem não deve fazer.

A graça conduz o homem à presença de Deus e lhe concede entrada na salvação.

A lei veio por Moisés; a graça e a verdade, por Jesus

A mensagem relacionou essa transição à declaração do Evangelho de João:

“Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.”

Referência: João 1:17.

O nome de Josué e o nome de Jesus possuem a mesma origem. Assim, Josué aparece como uma figura daquele que verdadeiramente conduz o povo de Deus à salvação.

A carta aos Hebreus apresenta elementos da antiga aliança como sombras das realidades futuras.

Nessa figura, a entrada na terra prometida não aconteceu pela lei, mas por meio de um homem chamado Josué.

Da mesma maneira, a entrada na eternidade não acontece pelas obras da lei, mas por Jesus Cristo.

Jesus conduzirá a Igreja à terra prometida

Assim como Josué conduziu Israel através do Jordão, Jesus conduzirá sua Igreja à eternidade.

A mensagem apresentou a esperança da volta de Cristo.

A Igreja aguarda Jesus, que voltará nas nuvens e, ao som da trombeta, levará seu povo à presença de Deus.

Josué entrou na terra prometida e, ao som de trombetas, Israel venceu Jericó e começou a se estabelecer em Canaã.

Essa figura foi ligada à última trombeta aguardada pela Igreja.

“Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.”

Referência: 1 Coríntios 15:52.

Quando essa trombeta soar, os mortos em Cristo ressuscitarão, os vivos serão transformados e o povo do Senhor entrará para sempre em sua presença.

Essa será a travessia definitiva do Jordão.

Jesus é aquele que conduz.

Jesus é aquele que salva.

Jesus é a nossa salvação.

A mensagem terminou reafirmando a esperança da Igreja. O Senhor vai adiante de seu povo durante a caminhada presente e também será aquele que o conduzirá à eternidade.

Por isso, não é necessário temer o futuro. A Igreja não conhece todos os acontecimentos do amanhã, mas conhece aquele que já está adiante.

Ele não deixará seu povo, não o desamparará e cumprirá integralmente seu projeto de salvação.

CULTO DA MADRUGADA

QUARTA-FEIRA — 29/07/2026

Horário: às 06h, de segunda-feira a sábado

Transmissão: ao vivo pela Rádio Maanaim

Pastores participantes

  • Daniel Firmino
  • Eduardo Alves
  • Eneas Barbosa
  • João Carlos Braga
“O Senhor, pois, é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te espantes.”
Deuteronômio 31:8
WhatsApp da Rádio: (27) 98171-0048