A mensagem apresenta a experiência do servo de Eliseu, que, diante do cerco do exército inimigo, enxergava apenas o perigo e foi tomado pelo medo. Após a oração do profeta, Deus abriu os olhos daquele moço para que ele visse o monte cheio de cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu. A partir dessa passagem, a mensagem ensina que, mesmo cercado por lutas familiares, financeiras, físicas ou espirituais, o servo de Deus também está cercado pela providência, pela proteção e pelas operações gloriosas do Senhor. O chamado é para caminhar com os olhos da fé, manter a comunhão, viver uma vida no altar e permanecer com os olhos fitos no Senhor.
Senhor, abre os nossos olhos para que possamos ver
A mensagem foi fundamentada na experiência registrada em 2 Reis 6:17, quando Eliseu orou ao Senhor para que os olhos de seu servo fossem abertos.
Texto bíblico central:
“E orou Eliseu e disse: Senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo em redor de Eliseu.”
Referência: 2 Reis 6:17
Essa passagem mostra um momento de intensa perseguição. Eliseu estava sendo procurado pelo exército inimigo e o lugar onde ele se encontrava havia sido cercado. O profeta não estava sozinho, pois seu jovem servo também estava com ele naquele momento.
Havia um exército inimigo ao redor deles. A ameaça era real, o cerco era visível e, humanamente, a situação parecia não oferecer uma saída. Entretanto, havia uma operação de Deus acontecendo naquele lugar que o moço ainda não conseguia enxergar.
O ponto central daquele momento era exatamente este: o servo de Eliseu precisava ver algo que estava diante dele, mas que seus olhos naturais não podiam perceber.
O moço enxergava o exército, mas não enxergava a providência
A Palavra mostra que o moço se levantou cedo e viu que o lugar estava cercado. Ao olhar ao redor, tudo o que ele conseguiu enxergar foi o exército inimigo. Ele viu os homens, as armas, a perseguição e a aparente impossibilidade de escapar.
Diante daquela visão, seu coração foi tomado pelo temor. Ele não conseguia enxergar uma saída e, por isso, perguntou ao profeta o que eles fariam.
A pergunta daquele moço revelava a limitação da sua visão naquele instante. Ele estava olhando para uma situação verdadeira, pois o exército realmente estava ali. Contudo, enxergava apenas uma parte da realidade. Via o cerco levantado pelo inimigo, mas não via o cerco de proteção que Deus havia colocado ao redor dos seus servos.
Eliseu, porém, era um servo experimentado e um homem que vivia em comunhão com Deus. Por essa razão, sua reação foi diferente. Enquanto o moço reagiu com medo, Eliseu reagiu com oração.
O profeta não entrou em desespero e não tentou resolver a situação somente por meios humanos. Ele sabia que Deus estava presente, que o Senhor conhecia o perigo e que havia uma providência preparada para aquele momento.
Eliseu então orou, pedindo ao Senhor que abrisse os olhos do moço. A necessidade daquele servo não era que Deus começasse a agir, pois Deus já estava agindo. O que ele precisava era ter os olhos abertos para perceber a operação que já estava acontecendo.
O exército de Deus já estava ao redor deles
Quando Eliseu orou, o Senhor abriu os olhos do moço. Naquele instante, ele pôde contemplar aquilo que antes estava oculto aos seus olhos naturais: o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu.
O exército inimigo continuava ali, mas agora o moço também conseguia enxergar a providência de Deus. O perigo não havia sido inventado e nem ignorado, porém ele descobriu que a ação do Senhor era maior do que a ameaça que o cercava.
A abertura dos olhos daquele servo permitiu que ele visse uma gloriosa operação de Deus e entendesse que um grande livramento estava preparado. Eliseu já vivia naquela certeza porque conhecia o Senhor e tinha uma comunhão profunda com Ele. O moço, entretanto, precisava passar pessoalmente por aquela experiência.
Naquele momento, Deus mostrou que seus servos não estavam abandonados. Embora estivessem cercados pelo inimigo, estavam também cercados pelo poder, pela proteção e pelas ações do Senhor.
Os muitos cercos enfrentados pelos servos de Deus
A experiência de Eliseu e de seu servo foi aplicada às lutas enfrentadas pelos servos de Deus. Todos passam por provas e por momentos difíceis. Em diferentes áreas da vida, muitas pessoas se sentem cercadas por adversidades, aflições e situações aparentemente impossíveis de resolver.
Existem cercos que atingem a família. Há momentos em que os problemas surgem dentro do lar, os relacionamentos são abalados, preocupações se acumulam e a pessoa não sabe como determinada situação será solucionada.
Também existem cercos individuais. São lutas que outras pessoas nem sempre conseguem perceber, mas que afligem profundamente o coração. Há preocupações particulares, decisões difíceis, sentimentos de fraqueza e situações que fazem o servo perguntar, como o moço perguntou a Eliseu: “E agora, o que faremos?”
Há ainda cercos relacionados à saúde. Uma enfermidade, um diagnóstico, uma limitação física ou a preocupação com alguém da família pode fazer com que a pessoa enxergue apenas a gravidade da situação.
As dificuldades financeiras também podem se transformar em um cerco. Dívidas, desemprego, falta de recursos e incertezas quanto ao futuro podem produzir medo e preocupação.
Além desses cercos, existem as lutas espirituais. O servo pode enfrentar períodos de desânimo, cansaço, temor, esfriamento ou dificuldade para perceber aquilo que Deus está realizando.
Embora esses cercos sejam reais, a mensagem ressalta que há um Deus maior do que todas essas coisas. O Senhor trabalha em favor dos seus servos, acompanha cada situação e conhece todas as necessidades.
Os olhos do Senhor estão sobre aqueles que o temem
A mensagem recorda que os olhos do Senhor estão sobre aqueles que o temem. Deus não está distante e nem indiferente às lutas enfrentadas por seus servos. Ele está olhando, cuidando e operando.
“Os olhos do Senhor estão sobre aqueles que o temem.”
Referência: Salmos 33:18
Essa verdade fortalece o coração porque mostra que nenhuma prova acontece sem que Deus a conheça. Quando o servo não consegue enxergar uma solução, o Senhor continua vendo toda a situação. Quando os olhos humanos percebem apenas obstáculos, os olhos de Deus contemplam também o caminho, o livramento e a providência.
A mensagem também recorda que o Senhor coloca sua proteção ao redor daqueles que lhe pertencem.
“O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra.”
Referência: Salmos 34:7
Assim como havia cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu, há uma ação de Deus em favor dos seus servos. O Senhor guarda, preserva e livra. Sua operação não depende da capacidade humana de percebê-la. Mesmo antes de o moço enxergar, os carros de fogo já estavam no monte.
Um chamado para olhar com os olhos da fé
Nesta hora profética, o Senhor chama os seus servos para que não vivam apenas de acordo com aquilo que os olhos naturais conseguem ver. A mensagem apresenta um convite para que a jornada cristã seja vivida com os olhos da fé.
A visão natural mostra o exército, a perseguição, a enfermidade, a dificuldade financeira, o problema familiar e a luta espiritual. A fé, porém, permite que o servo perceba que Deus continua presente e que sua mão está agindo.
Olhar com os olhos da fé não significa negar a existência das aflições. Eliseu sabia que o exército estava ali. A diferença é que ele também sabia que o poder de Deus era maior. A fé permite enxergar além daquilo que é imediatamente visível.
A mensagem ressalta que a fé leva o servo a contemplar aquilo que parece impossível. Deus preparou coisas que os olhos naturais ainda não viram, que os ouvidos ainda não ouviram e que ainda não chegaram ao coração humano.
“As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam.”
Referência: 1 Coríntios 2:9
Deus tem reservado coisas grandiosas e gloriosas para os seus servos nesta última hora. Por isso, o crente não deve limitar sua esperança ao cenário que está diante dos seus olhos. Ainda que tudo pareça cercado, o Senhor continua trabalhando e sua providência pode estar muito mais próxima do que o servo consegue imaginar.
A vida no altar permite contemplar as providências de Deus
Quando Eliseu orou, os olhos do moço foram abertos para contemplar a providência divina. Essa experiência também foi aplicada à caminhada da Igreja do Senhor.
A Igreja continua caminhando e servindo. Os servos permanecem em oração e procuram manter uma vida no altar. Quando o povo de Deus vive dessa maneira, começa a perceber as providências do Senhor ao longo da jornada.
A oração não é apenas uma reação diante das dificuldades. Ela faz parte da vida de comunhão do servo. Eliseu não orou como alguém que havia acabado de conhecer Deus, mas como um homem experimentado, acostumado a buscar a direção do Senhor.
Da mesma maneira, a Igreja é chamada a viver em comunhão, com corações limpos e uma vida consagrada. A mensagem relaciona essa condição espiritual à descrição bíblica daqueles que tiveram suas vestes lavadas no sangue do Cordeiro.
“Lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.”
Referência: Apocalipse 7:14
A comunhão com Deus permite que o servo tenha uma percepção espiritual diferente. Eliseu contemplava a operação do Senhor porque vivia próximo de Deus. Ele sabia que havia algo além daquilo que o moço enxergava.
O jovem servo, por sua vez, precisava viver aquela experiência. Não bastava apenas estar ao lado de Eliseu. Era necessário que seus próprios olhos fossem abertos e que ele conhecesse pessoalmente a realidade da providência divina.
Quando as coisas espirituais parecem envelhecer
A mensagem dirige uma aplicação pessoal a quem está ouvindo. Talvez alguém esteja na presença de Deus, mas tenha permitido que as experiências espirituais se tornassem antigas ou envelhecidas dentro do coração.
Com o passar do tempo, a pessoa pode deixar de enxergar as coisas com os olhos espirituais. As lutas ganham espaço, as preocupações aumentam e o temor começa a dominar os pensamentos.
Diante das provas, podem surgir o medo, a insegurança e a sensação de que não há saída. O servo passa a contemplar apenas o cerco e perde a capacidade de perceber a providência que Deus já colocou ao seu redor.
A mensagem, porém, reafirma que Deus tem providência para cada um dos seus servos. Sua mão continua agindo, mesmo quando essa ação ainda não pode ser vista claramente.
Por isso, a oração apresentada é para que os olhos da fé sejam novamente abertos. O servo precisa voltar a perceber aquilo que Deus está realizando nesta última hora.
Uma obra gloriosa dirigida pelo Espírito Santo
Quando os olhos espirituais são abertos, o servo começa a enxergar uma obra gloriosa. Ele percebe a direção do Espírito Santo e compreende que o Senhor revela os seus mistérios ao coração daqueles que estão em comunhão com Ele.
Na experiência de Eliseu, havia mistérios relacionados aos movimentos do exército inimigo. Deus revelava ao profeta aquilo que estava sendo planejado, mostrando que nada estava escondido dos olhos do Senhor.
A perseguição existia, mas Deus conhecia cada detalhe. O inimigo procurava cercar Eliseu, porém o Senhor já havia revelado seus movimentos e preparado o livramento.
Da mesma forma, Deus continua revelando seus mistérios ao coração dos seus servos. A direção do Espírito Santo não permite que a Igreja caminhe abandonada ou sem orientação. O Senhor mostra o caminho, adverte, consola, fortalece e conduz.
O mundo cerca, mas Deus também cerca o seu servo
A conclusão central da mensagem apresenta um contraste entre dois cercos. De um lado, está o cerco do mundo, representado pelas adversidades, perseguições, aflições e lutas. Do outro lado, está o cerco das ações gloriosas de Deus.
O servo pode estar cercado pelas dificuldades, mas também está cercado pela comunhão, pela alegria e pelo batismo com o Espírito Santo. Ele não possui apenas problemas ao seu redor; possui também os recursos espirituais concedidos por Deus.
A Igreja recebeu uma obra maravilhosa. Recebeu as revelações, as doutrinas e a Palavra de Deus. Esses recursos foram concedidos para guardar e preservar os servos de pé na presença do Senhor.
- A comunhão fortalece o servo durante o cerco.
- A alegria do Senhor sustenta o coração nas aflições.
- O batismo com o Espírito Santo concede poder e direção.
- As revelações mostram aquilo que os olhos naturais não podem perceber.
- As doutrinas mantêm a Igreja firmada na verdade.
- A Palavra de Deus guarda e preserva o servo na presença do Senhor.
Por isso, a mensagem não termina destacando o poder do exército inimigo, mas a grandeza da proteção de Deus. O cerco do mundo está presente, mas o servo de Deus está envolvido pelas ações gloriosas do Senhor.
Olhos fitos no Senhor e mente guardada
A orientação final é para que os olhos permaneçam fitos no Senhor e para que a mente seja guardada nele. O servo não deve permitir que as aflições controlem seus pensamentos ou determinem sua caminhada.
As lutas, as perseguições e os cercos podem continuar surgindo, mas não devem produzir uma vida dominada pelo medo. Aquele que vive pela fé olha para além do cenário natural e reconhece que sua redenção vem do alto.
“Olhai para cima, porque a vossa redenção está próxima.”
Referência: Lucas 21:28
Assim como o moço de Eliseu precisou levantar os olhos para enxergar os cavalos e os carros de fogo, a Igreja é chamada a olhar para o alto. A resposta não está no tamanho do exército inimigo, mas no poder daquele que guarda os seus servos.
A oração que permanece é para que Deus abra os olhos da fé, guarde a mente, retire o temor e permita que cada servo contemple sua providência. Mesmo em meio aos cercos, o Senhor continua presente, trabalhando, revelando seus mistérios e conduzindo sua Igreja nesta última hora.
Senhor, abre os nossos olhos para que possamos ver
A mensagem foi fundamentada na experiência registrada em 2 Reis 6:17, quando o profeta Eliseu orou ao Senhor para que os olhos de seu jovem servo fossem abertos.
Texto bíblico central:
“E orou Eliseu e disse: Senhor, peço-te que lhe abras os olhos para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço, e ele viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo em redor de Eliseu.”
Referência: 2 Reis 6:17
O texto revela que Eliseu estava sendo procurado pelo exército da Síria. O rei sírio preparava estratégias, armava ciladas e estabelecia planos para atacar Israel. Entretanto, todas as vezes que uma ação era planejada, Deus revelava antecipadamente ao profeta o que estava para acontecer.
Eliseu transmitia essas revelações ao povo de Israel, impedindo que os planos do inimigo fossem bem-sucedidos. O rei da Síria começou a imaginar que havia entre os seus próprios homens alguém que estivesse revelando informações ao exército israelita. Contudo, foi informado de que não existia um traidor entre eles. Era o profeta Eliseu quem recebia do Senhor o conhecimento daquilo que o rei planejava até mesmo em seu aposento.
Ao descobrir isso, o rei decidiu enviar um grande exército para prender Eliseu. Cavalos, carros de guerra e muitos soldados foram enviados durante a noite. Eles cercaram a cidade onde o profeta se encontrava.
O cerco que chegou durante a noite
A chegada do exército durante a noite demonstrava a dimensão da batalha que estava sendo travada. Humanamente, não se tratava de um pequeno grupo de homens. Era uma força militar poderosa, equipada com cavalos e carros de guerra, enviada com o propósito específico de capturar o profeta e interromper a revelação que vinha da parte de Deus.
Logo pela manhã, o jovem que servia ao profeta levantou-se e saiu. Ao abrir a porta e olhar para fora, contemplou a cidade inteiramente cercada. Tudo o que seus olhos naturais conseguiam enxergar era o exército inimigo.
“Ah, meu senhor! Que faremos?”
Referência: 2 Reis 6:15
A pergunta daquele jovem expressava sua angústia, seu medo e sua sensação de impotência. Ele não via uma saída. Não havia poder militar dentro daquela casa que pudesse se comparar ao exército que cercava a cidade. Aos olhos humanos, a situação parecia completamente perdida.
A mensagem aplicou essa experiência aos momentos em que uma pessoa desperta pela manhã e imediatamente se lembra das batalhas que precisa enfrentar. Em alguns dias, a primeira pergunta que surge no coração é semelhante àquela feita pelo servo de Eliseu: “Meu Deus, o que farei?”
Pode ser uma luta que cercou a casa, a família, o trabalho ou a vida pessoal. Pode ser uma preocupação que acompanhou a pessoa durante a noite e permanece diante dela ao amanhecer. Há problemas que produzem a sensação de que não existe caminho para escapar, recurso para lutar ou força suficiente para prosseguir.
O jovem olhou para a situação e viu o cerco. De maneira semelhante, muitas pessoas olham para aquilo que está ao redor e enxergam apenas dificuldades, angústias, dores, frustrações, solidão, insegurança e medo.
Ele sabia onde buscar socorro
Apesar de sua angústia, as palavras do jovem não foram lançadas ao vento. Ele não permaneceu sozinho, tentando encontrar uma solução baseada apenas em seus próprios recursos. Ele se dirigiu a Eliseu, pois sabia onde buscar orientação e socorro.
Esse foi um ponto importante da mensagem: embora estivesse assustado, aquele jovem estava ao lado do profeta. Ele tinha alguém a quem recorrer. Estava perto daquele que vivia em comunhão com Deus e recebia a revelação do Senhor.
Ao ouvir o clamor do moço, Eliseu não entrou em desespero. O profeta não se agitou diante da quantidade de soldados, não começou a calcular o poder militar do inimigo e não se entregou ao medo. Ele sabia que a realidade espiritual era muito maior do que aquilo que os olhos humanos podiam perceber.
Eliseu respondeu com segurança:
“Não temas; porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles.”
Referência: 2 Reis 6:16
O jovem, entretanto, ainda não conseguia compreender essa declaração. Ele podia ver o exército sírio, mas não conseguia enxergar aqueles que estavam com Eliseu. Por isso, o profeta orou.
Eliseu não pediu inicialmente que Deus retirasse o exército, destruísse os inimigos ou modificasse imediatamente as circunstâncias. A primeira oração foi para que o Senhor transformasse a visão daquele jovem.
“Senhor, peço-te que lhe abras os olhos para que veja.”
Referência: 2 Reis 6:17
Quando Deus abriu os olhos do moço, ele viu o que já estava presente, mas permanecia invisível aos seus olhos naturais. O monte estava cheio de cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu.
A proteção de Deus não surgiu somente depois da oração. Ela já estava ali. O exército celestial já havia sido enviado. O que mudou naquele momento foi a capacidade do jovem de discernir a realidade espiritual.
O mundo espiritual e os olhos da fé
A mensagem ressaltou que existe uma grande batalha espiritual. O homem não deve imaginar que somente aquilo que pode tocar, medir ou enxergar com os olhos naturais é real. A operação espiritual de Deus é verdadeira, ainda que nem sempre seja imediatamente percebida.
O jovem olhava para os soldados sírios e pensava que estavam sozinhos. Eliseu, porém, tinha discernimento para saber que o Senhor permanecia ao redor deles. Enquanto o servo via apenas o exército adversário, o profeta conhecia o poder de Deus que os guardava.
Por isso, a oração não teve como objetivo produzir uma ilusão ou fazer o jovem ignorar o perigo. O exército sírio realmente estava ali. A ameaça era verdadeira. Humanamente falando, existia motivo para preocupação. Contudo, havia uma realidade maior do que o perigo: o Senhor estava presente e seu exército era superior ao exército inimigo.
A abertura dos olhos espirituais permitiu que o jovem enxergasse o poder, a proteção e o sobrenatural de Deus. Ele passou a compreender que não estava abandonado e que o cerco do inimigo não era a única força ao redor daquela casa.
A oportunidade de caminhar ao lado do profeta
Outro aspecto apresentado foi a posição daquele jovem ao lado de Eliseu. Ele era um servo, um ajudante e alguém que estava sendo preparado. Permanecer perto do profeta representava uma oportunidade especial de aprendizado.
O próprio Eliseu havia vivido uma experiência semelhante em sua juventude, quando serviu ao profeta Elias. Ele caminhou ao lado de Elias, recebeu ensinamentos, observou sua vida, acompanhou suas experiências e amadureceu espiritualmente.
Da mesma maneira, o moço que acompanhava Eliseu tinha a oportunidade de aprender. Ele não receberia apenas informações. Poderia viver experiências pessoais com Deus e conhecer, em sua própria caminhada, o Deus a quem Eliseu servia.
A mensagem aplicou esse ensino aos jovens da igreja. Os jovens também enfrentam angústias, dores, frustrações, solidão, insegurança e medo. Por isso, precisam estar próximos da presença do Senhor, da Palavra, da igreja e daqueles que possuem experiências espirituais para transmitir.
O jovem que permanece na casa do Senhor encontra uma oportunidade singular. Ali ele pode aprender a Palavra, desenvolver sua vida espiritual, amadurecer seu caráter e compreender como Deus opera.
Não basta apenas conhecer as experiências vividas por outras pessoas. É necessário que os jovens também tenham os próprios olhos abertos e vivam experiências pessoais com o Senhor.
A igreja, os ministérios e os servos devem interceder pelos jovens. Assim como Eliseu orou por aquele moço, a igreja deve apresentar sua juventude diante de Deus, pedindo que seus olhos espirituais sejam abertos.
Essa intercessão, porém, não está limitada aos jovens. Toda a igreja necessita de discernimento espiritual. Crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos precisam enxergar aquilo que Deus está realizando nesta hora.
Uma igreja cercada, mas não abandonada
O cerco contra Eliseu também foi aplicado à condição da igreja e dos servos de Deus. Assim como o profeta foi cercado porque recebia a revelação do Senhor, a igreja enfrenta pressões por permanecer fiel à Palavra.
O servo pode experimentar críticas simplesmente por declarar sua fé, seguir as orientações bíblicas e assumir sua posição diante de Deus. Há um cerco que tenta apertar, oprimir, intimidar e fazer com que a igreja abandone aquilo que recebeu do Senhor.
Entretanto, o fato de existir um cerco não significa que Deus perdeu o controle. A presença do inimigo não significa ausência da proteção divina. Eliseu estava cercado pelo exército da Síria, mas também estava cercado pelo exército celestial.
A diferença estava na comunhão que Eliseu mantinha com Deus. O profeta vivia uma experiência real com o Senhor, tinha sobre sua vida a unção divina e possuía discernimento para não ser dominado pelas circunstâncias.
Essa experiência foi transmitida ao jovem por meio da oração. Eliseu não apenas declarou que existia uma proteção; ele orou para que o próprio moço pudesse vê-la.
A intercessão para que os olhos sejam abertos
Os jovens são motivo de oração e intercessão da igreja. O propósito dessa intercessão é que eles não permaneçam presos apenas àquilo que o mundo apresenta, mas consigam discernir o que Deus está operando.
O mesmo princípio se aplica a toda a igreja. O servo precisa pedir que seus olhos sejam abertos para reconhecer a direção, a proteção e o cuidado do Senhor.
Muitas pessoas acordam com diversas responsabilidades. Existem decisões a tomar, problemas a resolver, compromissos a cumprir e situações que parecem estar além da capacidade humana.
Sem a mão de Deus, o homem fica limitado aos seus próprios recursos. Sem a direção do Espírito Santo, pode ser dominado pelo medo e pela confusão. Por isso, a mensagem ensinou que o servo deve começar seu dia buscando ao Senhor.
Ao ouvir a Palavra e orar durante a madrugada, ele recebe renovo e direção. Antes de sair para resolver os assuntos do dia, pode colocar tudo diante de Deus e reconhecer:
“Senhor, eu não tenho recursos em mim mesmo. Somente o Senhor pode agir em meu favor.”
Em algumas situações, a pessoa ainda não consegue enxergar aquilo que Deus fará. Não sabe de onde virá a resposta, como o problema será solucionado ou qual caminho deverá seguir. É justamente nesse momento que os olhos da fé precisam ser abertos.
A oração permite que o servo deixe de olhar exclusivamente para sua limitação e passe a considerar o poder do Senhor. Isso não significa ignorar as responsabilidades ou fingir que os problemas não existem. Significa enfrentá-los com a certeza de que Deus está presente.
O servo precisa viver experiências com Deus
A mensagem concluiu essa primeira linha de ensino destacando a necessidade de viver experiências pessoais com o Senhor. O servo não deve permanecer apenas ouvindo aquilo que Deus realizou na vida de outras pessoas.
Ele precisa ver o agir de Deus em seu próprio favor. Precisa experimentar a direção do Espírito Santo, receber respostas de oração, ser sustentado nas dificuldades e reconhecer a mão do Senhor conduzindo sua caminhada.
O jovem servo de Eliseu começou aquela manhã vendo apenas o exército inimigo. Depois da oração, contemplou uma realidade que mudou completamente sua compreensão da situação.
O exército sírio continuava diante dele, mas agora ele sabia que havia uma força muito maior ao seu redor. Seus olhos naturais mostravam o perigo; seus olhos espirituais revelavam a proteção.
Assim também, o servo pode iniciar o dia preocupado com tudo o que precisa enfrentar. Contudo, ao buscar ao Senhor e receber a direção do Espírito Santo, sua visão é transformada. Ele compreende que não está sozinho e que o poder de Deus continua operando em seu favor.
A intercessão também faz parte da batalha espiritual
Durante o desenvolvimento da mensagem, foram apresentados pedidos de oração. Entre eles, havia a necessidade de interceder por uma irmã que se encontrava em coma e por pessoas que aguardavam uma porta de emprego.
Esses pedidos estavam diretamente relacionados ao ensino que vinha sendo transmitido. Enquanto a Palavra falava sobre pessoas cercadas por situações humanamente difíceis, a igreja era convidada a colocar essas vidas diante de Deus.
A intercessão demonstra que, diante de uma situação que ultrapassa os recursos humanos, o servo não permanece indiferente. Ele busca ao Senhor e confia que Deus continua agindo, mesmo quando os olhos naturais ainda não conseguem enxergar a resposta.
O exército inimigo cercava a cidade, mas Deus cercava a casa
Quando o jovem abriu a porta da casa onde Eliseu estava, ficou angustiado porque viu o exército sírio cercando toda a cidade. Humanamente, sua preocupação era compreensível. Havia soldados, cavalos e carros de guerra por todos os lados.
Entretanto, a mensagem chamou a atenção para uma diferença fundamental: o exército da Síria cercava a cidade, mas os cavalos e os carros de fogo do Senhor estavam ao redor de Eliseu.
O jovem enxergava aquilo que ameaçava sua vida, mas ainda não conseguia enxergar aquilo que a protegia. Ele via a presença do adversário, porém não discernia a presença do Senhor.
A proteção de Deus foi apresentada como uma experiência reservada àquele que crê, permanece fiel e vive unido ao Senhor. Não se tratava de uma confiança baseada na capacidade humana, mas da certeza de que Deus guarda aqueles que estão ligados a ele.
Princípio destacado na mensagem:
A proteção é para quem crê, para quem permanece fiel e para quem está unido ao Senhor.
Assim como aquele jovem, muitas pessoas se encontram cercadas pelo medo, pela insegurança e pela ausência de um conselho seguro. Elas olham para as circunstâncias e fazem a mesma pergunta:
“Que faremos?”
Há jovens que se sentem perdidos e angustiados. Alguns não sabem que decisão tomar, em quem confiar ou onde procurar ajuda. A experiência do servo de Eliseu mostra que ele fez a coisa certa ao procurar o profeta.
Na aplicação apresentada, a igreja possui a presença do Espírito Santo, que aconselha, orienta e abre os olhos espirituais. É o Espírito Santo quem permite ao servo perceber aquilo que Deus preparou, discernir a proteção divina e compreender que existe uma realidade além do que pode ser visto naturalmente.
O inimigo queria interromper a revelação
A ação do rei da Síria não tinha apenas o objetivo de prender um homem. Eliseu era o profeta por meio do qual Deus revelava os planos inimigos. Por isso, prender ou matar o profeta representava uma tentativa de interromper a profecia.
A mensagem apresentou essa intenção de maneira direta: ao eliminar o profeta, o rei imaginava que também conseguiria fazer cessar a revelação.
Na aplicação espiritual, a igreja também enfrenta um cerco porque possui a Palavra e a revelação do Espírito Santo. O adversário procura enfraquecer, desacreditar ou silenciar aquilo que vem da parte de Deus.
A igreja vive em um mundo de aflições, conforme o próprio Senhor Jesus advertiu:
“No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”
Referência: João 16:33
As aflições não representam necessariamente que a igreja saiu da vontade de Deus. O próprio texto mostra Eliseu vivendo em comunhão com o Senhor e, ainda assim, cercado por um exército.
O cerco existia exatamente porque Deus usava sua vida para revelar os planos do inimigo. Dessa maneira, a oposição não anulava sua experiência espiritual; pelo contrário, demonstrava que havia uma operação profética que o adversário desejava interromper.
Mesmo cercada, a igreja tem a quem recorrer
Quando o jovem declarou: “Ah, meu senhor!”, suas palavras demonstraram que, embora estivesse com medo, ele possuía alguém a quem procurar.
A igreja também atravessa momentos de pressão, aflição e cerco, mas não está abandonada. Ela sabe a quem buscar, a quem clamar e diante de quem apresentar suas necessidades.
O jovem estava olhando para as circunstâncias. Seus olhos estavam presos aos soldados, aos cavalos e aos carros de guerra da Síria. Humanamente, não havia força militar suficiente para enfrentar aquela situação.
Entretanto, o texto não diz que Eliseu reuniu armas ou organizou um exército humano. A Palavra declara:
“E orou Eliseu.”
A oração marcou a passagem da visão humana para a operação espiritual. Quando a igreja sabe a quem clamar, acontece aquilo que somente o Espírito Santo pode realizar: os olhos da fé são abertos.
A fé que vem do alto
A mensagem explicou que essa fé não nasce da capacidade natural do homem. Não é resultado de pensamento positivo, imaginação ou força emocional. É uma fé concedida por Deus.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.”
Referência: Efésios 2:8
Trata-se de uma fé que vem do alto, não de uma confiança humana ou terrena. É essa fé que permite ao servo crer no impossível e permanecer firme quando as circunstâncias anunciam derrota.
Depois da oração de Eliseu, os olhos do jovem foram abertos. Ele deixou de olhar somente para o que estava ao nível da terra e contemplou a operação que vinha do alto.
Ao enxergar o monte cheio de cavalos e carros de fogo, percebeu que Deus já havia preparado o livramento. O Senhor não estava ausente, indiferente ou atrasado. O exército celestial já se encontrava ao redor do profeta.
Essa experiência foi relacionada à declaração bíblica sobre a proteção concedida por Deus:
“O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra.”
Referência: Salmos 34:7
O conselho transmitido foi para que o servo não permaneça olhando somente para a ameaça. Ele deve olhar para o alto, clamar ao Senhor e permitir que Deus abra seus olhos espirituais.
Quando o Senhor abre os olhos da fé, o servo consegue reconhecer que o livramento já está sendo preparado, ainda que a resposta não tenha se manifestado da maneira que ele esperava.
Eliseu significa: Deus é salvação
A mensagem também destacou o significado do nome Eliseu: “Deus é salvação”.
Esse significado foi relacionado à salvação que se encontra em Jesus. Assim como o jovem procurou Eliseu em busca de direção e socorro, o homem precisa procurar Jesus para receber conselho, orientação e salvação.
A pergunta foi então dirigida à realidade daqueles que acompanhavam a mensagem:
O que está cercando sua vida?
Pode ser uma situação que produz angústia, aflição, medo ou desorientação. Cada pessoa conhece o tipo de cerco que enfrenta em sua casa, em sua família, em seu trabalho ou no íntimo de seu coração.
A Palavra não havia sido apresentada por preferência pessoal ou simplesmente porque alguém considerou o texto bonito. A compreensão transmitida foi que havia uma orientação do Senhor e um propósito para aquela manhã.
Talvez alguém estivesse ouvindo a mensagem exatamente porque precisava ter os olhos espirituais abertos. Deus desejava mudar sua maneira de enxergar a situação.
Os olhos presos às coisas desta vida
Foi apresentada uma preocupação com aqueles que ficam presos à internet, às coisas materiais, às responsabilidades e às preocupações desta vida. Quando toda a atenção permanece voltada somente para aquilo que é visível e imediato, a pessoa pode deixar de perceber a operação do Senhor.
A recomendação foi que os olhos fossem colocados em Jesus:
“Olhando para Jesus, autor e consumador da fé.”
Referência: Hebreus 12:2
O homem não possui, em si mesmo, poder para vencer todas as batalhas. Seu recurso não está em um poder bélico ou em uma capacidade humana comparável ao problema. Contudo, quando o servo ora, pode contemplar o poder de Deus.
O jovem que acompanhava Eliseu se encontrava em uma condição semelhante à dos discípulos no caminho de Emaús. Jesus estava presente, mas eles ainda não conseguiam reconhecê-lo.
Seus olhos estavam como que fechados, embora o Senhor caminhasse ao lado deles.
“Os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem.”
Referência: Lucas 24:16
Mais tarde, seus olhos foram abertos e eles reconheceram Jesus:
“Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram.”
Referência: Lucas 24:31
Assim aconteceu com o servo de Eliseu. A presença e a operação de Deus já estavam ali, mas ele precisava ter os olhos abertos para reconhecê-las.
Maior é a operação de Deus
Quando Eliseu orou, o jovem percebeu que a operação do Senhor era maior do que a força que se levantava contra eles.
Os olhos da fé permitem ao servo compreender que aqueles que estão com ele são mais numerosos e poderosos do que aqueles que se levantam contra ele.
A fé também foi apresentada como aquilo que coloca o homem de pé em momentos de fragilidade. Quando a pessoa olha apenas para sua condição humana, pode sentir-se abatida, incapaz e sem forças. Entretanto, o Espírito Santo opera para levantá-la.
Essa verdade foi relacionada à palavra dirigida ao profeta Ezequiel:
“Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo.”
Referência: Ezequiel 2:1
A expressão “filho do homem” recorda a fragilidade da natureza humana. O homem pode estar caído, assustado ou dominado por aquilo que seus olhos naturais veem.
Contudo, o próprio texto mostra que não é a força humana que o levanta:
“Então entrou em mim o Espírito, quando falava comigo, e me pôs em pé.”
Referência: Ezequiel 2:2
É o Espírito Santo quem coloca o homem de pé. A fé concedida por Deus o levanta para que possa ouvir a voz do Senhor e contemplar sua glória.
A palavra para aquela manhã era que o Espírito Santo estava levantando pessoas fragilizadas. Deus desejava colocá-las de pé, fazê-las ouvir sua voz e permitir que enxergassem quem verdadeiramente estava ao redor delas.
O servo poderia imaginar que estava cercado apenas pelo exército adversário. Contudo, a mensagem declarou que aquele que cerca o servo é o anjo do Senhor.
Espíritos ministradores enviados por Deus
A operação dos anjos foi apresentada com base no ensino da carta aos Hebreus:
“Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?”
Referência: Hebreus 1:14
Os anjos são enviados por Deus para ministrar em favor daqueles que herdarão a salvação. O jovem precisava enxergar essa realidade: havia muito mais da parte do Senhor do que do lado do exército que se levantava contra eles.
A mensagem recordou ainda as palavras de Jesus sobre a possibilidade de o Pai enviar legiões de anjos:
“Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos?”
Referência: Mateus 26:53
Essa declaração revela a dimensão do poder que está à disposição de Deus. O homem pode ver apenas uma ameaça limitada e imaginar que ela representa toda a realidade. Entretanto, o Senhor possui recursos que ultrapassam completamente a compreensão humana.
Uma experiência confirmando a mensagem
Durante a transmissão, foi relatada uma experiência que havia acabado de acontecer. Um irmão estava em um terminal rodoviário, aguardando o ônibus para ir ao trabalho, enquanto acompanhava a mensagem.
Ele ouvia exatamente o ensino sobre Eliseu ter orado para que os olhos do jovem fossem abertos. Nesse momento, uma pessoa que distribuía folhetos evangelísticos aproximou-se e entregou-lhe uma mensagem.
Ao abrir o folheto, encontrou uma frase que dizia, em essência, para abrir os olhos porque o Espírito estava realizando uma grande obra.
Essa experiência foi recebida como uma confirmação imediata daquilo que estava sendo anunciado. Enquanto a Palavra era transmitida, Deus concedeu àquele irmão uma experiência pessoal, diretamente relacionada ao tema.
A mensagem ressaltou que o Espírito Santo não estava operando somente no local da transmissão. Ele também agia naquele terminal, nas casas, em diferentes lugares do Brasil e em qualquer parte do mundo onde alguém estivesse ouvindo e recebendo a Palavra.
Diante do caos, Deus continua tendo uma bênção para o coração do homem. Em meio à confusão, o Senhor abre os olhos da fé.
O servo não deve permanecer olhando apenas para as coisas desta vida. Precisa perceber a operação espiritual que está acontecendo.
A oração não mudou primeiro a situação; mudou a visão
Um aspecto fundamental do texto foi novamente observado: Eliseu não começou pedindo que Deus mudasse a situação.
Ele não orou para que fogo descesse imediatamente sobre o exército, nem pediu que tudo fosse destruído naquele instante. Sua primeira oração foi para que os olhos do jovem fossem abertos.
Isso mostra que, em determinados momentos, a necessidade mais urgente não é uma mudança exterior, mas uma transformação na maneira de enxergar.
O jovem precisava ver com os próprios olhos e viver uma experiência pessoal. Não bastava Eliseu afirmar que o exército celestial estava presente. O moço precisava contemplar essa realidade.
Quando seus olhos foram abertos, ele percebeu que havia muito mais do lado do Senhor do que do lado daqueles que estavam contra ele.
A oração lhe permitiu vislumbrar o mundo invisível. A circunstância exterior ainda existia, mas sua compreensão já não era a mesma.
Ensino central:
Muitas vezes, o problema não está somente naquilo que se encontra ao redor, mas na maneira como a pessoa está enxergando aquilo que está ao redor.
Eliseu orou por discernimento espiritual. O Espírito Santo precisava trabalhar na vida daquele jovem para que ele alcançasse uma dimensão que os olhos naturais não podiam oferecer.
Estar com Jesus e ainda não discernir seu poder
A mensagem apresentou também a experiência dos discípulos durante a tempestade no mar. Eles estavam no mesmo barco que Jesus, mas ficaram dominados pelo medo.
Depois que o Senhor repreendeu o vento e acalmou o mar, eles perguntaram quem era aquele homem a quem até o vento e o mar obedeciam.
“Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança.”
Referência: Marcos 4:39
“Mas quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?”
Referência: Marcos 4:41
Os discípulos conviviam com Jesus e estavam no barco com ele, mas ainda precisavam compreender espiritualmente quem estava ao seu lado.
Da mesma maneira, alguém pode frequentar a igreja, ouvir a Palavra e falar sobre o Senhor, mas ainda precisar ter os olhos espirituais abertos para reconhecer a grandeza de sua operação.
A realidade espiritual foi apresentada como muito mais profunda do que o mundo material que os olhos naturais conseguem observar e as mãos conseguem tocar.
O servo deve, portanto, pedir ao Senhor discernimento para não limitar sua compreensão somente ao que é visível. A fé permite enxergar que, mesmo dentro do barco atingido pela tempestade, Jesus permanece presente e possui autoridade para trazer a bonança.
Toda a caminhada com Deus exige uma atitude de fé
A mensagem prosseguiu afirmando que toda a experiência apresentada no texto de Eliseu envolve uma atitude de fé. O jovem via um exército poderoso ao redor da cidade, enquanto o profeta permanecia convicto de que havia uma operação divina muito maior.
A diferença entre os dois não estava na situação que enfrentavam, pois ambos estavam dentro da mesma cidade e diante do mesmo exército. A diferença estava na maneira como cada um discernia aquela realidade.
Eliseu conhecia o Senhor, possuía comunhão com Deus e sabia que o mundo espiritual não estava limitado àquilo que podia ser observado pelos olhos naturais. O moço, por sua vez, ainda precisava amadurecer e viver uma experiência pessoal capaz de fortalecer sua fé.
“Sem fé é impossível agradar-lhe.”
Referência: Hebreus 11:6
A fé permite ao servo confiar em Deus quando as circunstâncias não oferecem segurança. Ela leva o homem a descansar naquilo que o Senhor revelou, ainda que sua visão natural mostre perigo, impossibilidade e derrota.
A tentativa de calar a profecia
Um dos aspectos centrais do cerco contra Eliseu era a tentativa de calar a profecia. O rei da Síria não estava perseguindo o profeta por acaso. Eliseu recebia de Deus a revelação dos planos preparados contra Israel, e isso impedia que o inimigo executasse suas estratégias livremente.
A profecia atravessa o tempo levando o homem à consciência de sua condição, de seus pecados e do projeto de Deus. Por meio dela, o Senhor orienta, desperta, corrige e oferece segurança para que o servo saiba como deve caminhar.
A profecia nem sempre apresenta ao homem aquilo que ele deseja ouvir. Em muitos momentos, ela revela erros, confronta atitudes e mostra que determinada direção precisa ser corrigida.
Esse princípio foi relacionado à experiência de Davi. Embora fosse um servo segundo o coração de Deus, Davi havia cometido um erro. O Senhor enviou o profeta Natã para confrontá-lo.
Natã apresentou uma situação e fez Davi reconhecer a gravidade do pecado. Em seguida, mostrou que o homem que estava em erro era o próprio rei.
“Tu és este homem.”
Referência: 2 Samuel 12:7
Diante da palavra profética, Davi reconheceu seu pecado, buscou ao Senhor e pediu misericórdia. A profecia não veio para destruí-lo, mas para despertá-lo e conduzi-lo ao arrependimento.
Por isso, o inimigo procura de diversas maneiras silenciar a voz profética. A verdade que procede de Deus pode incomodar o homem, porque expõe aquilo que precisa ser transformado. Entretanto, essa mesma verdade é responsável por conduzi-lo novamente ao caminho do Senhor.
Rejeitando aquilo que perturba a alma
A mensagem recordou outro momento relacionado ao cerco de Samaria, quando um mensageiro foi enviado contra Eliseu. O profeta orientou os homens que estavam com ele a fecharem a porta quando o mensageiro chegasse.
Essa orientação foi aplicada espiritualmente como uma necessidade de não permitir que notícias ruins, palavras destrutivas e influências contrárias perturbem a alma do servo.
O homem de Deus recebeu autoridade e recursos espirituais em Cristo para rejeitar aquilo que tenta roubar sua paz, enfraquecer sua fé e fazê-lo abandonar a direção do Senhor.
Isso não significa ignorar a realidade, mas impedir que aquilo que vem de fora tome o controle do coração. O servo precisa discernir o que deve receber e aquilo que precisa manter do lado de fora.
O cerco em Dotã e a fragilidade humana
O exército sírio seguiu até Dotã para prender Eliseu. A mensagem apresentou Dotã como um lugar elevado e conduziu novamente à imagem do jovem saindo da casa e contemplando o grande exército ao redor.
Naquele momento, ele expressou sua fragilidade:
“Ah, meu senhor! Que faremos?”
Aquela reação representa momentos vividos por muitos servos. Existem ocasiões em que as dificuldades, lutas, perseguições e aflições parecem cercar a pessoa por todos os lados.
O próprio Senhor Jesus ensinou que seus servos enfrentariam aflições neste mundo:
“No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”
Referência: João 16:33
Diante dessas aflições, o homem pode vacilar momentaneamente em sua fé. Foi o que aconteceu com o moço. Ele olhou para o exército, percebeu sua incapacidade e não soube o que fazer.
Entretanto, havia uma grande bênção ao seu lado: ele podia recorrer a Eliseu. O profeta percebeu a fragilidade do jovem e não o desprezou por causa de seu medo.
Eliseu também não começou repreendendo os soldados nem tentando enfrentar o exército com recursos humanos. Ele simplesmente orou para que os olhos do moço fossem abertos.
A oração faria cair aquilo que impedia o jovem de contemplar nitidamente a realidade espiritual. Existia um exército inimigo representando as aflições, dificuldades, perseguições e lutas desta vida, mas também estava presente o exército de Deus.
O Senhor havia enviado sua proteção ao redor daqueles que o serviam e o temiam.
Os meios de graça mantêm os olhos espirituais ativos
A mensagem reconheceu que a igreja vive um período de adversidades, turbulências e grandes dificuldades. Nesse contexto, torna-se necessário abrir os olhos da fé e enxergar aquilo que a visão carnal não pode perceber.
Para manter os olhos espirituais ativos, o servo precisa buscar ao Senhor por meio dos recursos espirituais concedidos por Deus, chamados na mensagem de meios de graça.
Entre esses meios, foram destacadas a busca ao Senhor durante a madrugada e a consagração. Esses recursos ajudam o servo a fortalecer sua comunhão com Deus e a não interpretar a vida somente de acordo com a carne.
Quando o homem se aproxima do Senhor, passa a enxergar os acontecimentos segundo aquilo que está revelado na Palavra.
“As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam.”
Referência: 1 Coríntios 2:9
Existem coisas preparadas por Deus que não podem ser alcançadas apenas pelos sentidos humanos. Os olhos naturais não veem, os ouvidos naturais não percebem e a mente humana não consegue imaginar tudo aquilo que o Senhor reservou para os que o amam.
Deus se revela ao homem em seus momentos de aflição quando ele busca ao Senhor e permite que sua vida seja conduzida por ele.
Ao entregar sua situação nas mãos de Deus, o servo encontra resposta para a alma e direção para enfrentar aquilo que está vivendo. A vitória não procede de sua própria capacidade, mas da operação do Senhor, que abre seus olhos espirituais.
O problema também pode estar na maneira de enxergar
Foi reafirmado que Eliseu orou para mostrar ao jovem a força e o poder do Senhor, revelando que Deus permanecia com seus servos.
O problema daquele moço não era apenas aquilo que estava ao seu redor. O exército realmente cercava a cidade e representava uma ameaça verdadeira. Contudo, a maneira como o jovem enxergava a situação aumentava sua angústia.
Ele observava apenas um lado da realidade. Via os soldados sírios, mas não via o exército celestial. Contemplava a ameaça, porém não discernia a proteção.
Por isso, muitas vezes, o problema não está somente na circunstância que rodeia o homem, mas na forma como ele a enxerga.
A oração de Eliseu foi uma oração por discernimento espiritual. O jovem precisava enxergar o mundo espiritual e compreender que a presença de Deus era maior do que a presença do adversário.
Esse discernimento constitui uma grande diferença na vida do servo que possui uma experiência com o Espírito Santo. O Espírito trabalha em sua vida para que ele alcance uma compreensão que não poderia obter sozinho.
A serva que glorificava a Deus em meio a um cerco dentro de casa
Para mostrar como os olhos da fé transformam a maneira de enfrentar as provações, foi relatada a experiência de uma serva idosa que já havia partido para o Senhor.
Ela vivia em uma cidade do sul do Espírito Santo e enfrentava um cerco muito difícil dentro de casa. Cuidava de um neto, convivia com a enfermidade e possuía familiares que enfrentavam problemas. Sua situação doméstica era humanamente pesada e exigia muito dela.
Quando foi feita uma visita à sua residência, houve antes uma advertência de que era necessário estar preparado, pois as condições enfrentadas por aquela serva eram realmente difíceis.
Entretanto, apesar de tudo o que vivia, ela não se apresentava como uma pessoa derrotada. Chegava à igreja glorificando a Deus, sorrindo, demonstrando alegria e bendizendo o nome do Senhor.
Ao contemplar aquela atitude, surgiu uma pergunta:
“O que essa serva está vendo que os outros não estão vendo?”
Ela vivia cercada por problemas, mas enxergava sua vida com os olhos da fé. Sua alegria não dependia da ausência de dificuldades. Ela havia encontrado em Deus uma realidade maior do que as circunstâncias de sua casa.
Essa experiência mostrou que o servo precisa buscar ao Senhor para alcançar essa visão. Se interpretar toda a sua jornada apenas a partir das dificuldades, corre o risco de parar no caminho.
Israel não conseguiu enxergar a providência no deserto
A caminhada de Israel pelo deserto foi apresentada como exemplo de um povo que, em muitos momentos, deixou de reconhecer os milagres e a providência de Deus.
Quando faltou alimento, o povo pensou que não sobreviveria. Entretanto, Deus enviou o maná.
Quando não havia água, o Senhor fez a água brotar da rocha.
Quando o calor do deserto era intenso, Deus providenciava uma coluna de nuvem. Durante a noite, quando enfrentavam o frio e a escuridão, o Senhor os guiava com uma coluna de fogo.
A cada necessidade, havia uma providência divina. Mesmo assim, o povo olhava para as dificuldades e desejava voltar ao Egito, afirmando que seria melhor morrer lá do que morrer no deserto.
Israel via o deserto, mas frequentemente não reconhecia o Deus que caminhava com eles. Via a falta de recursos, mas não discernia a fonte inesgotável da provisão.
Providências lembradas na mensagem:
- Deus enviou o maná quando faltou alimento.
- Deus fez brotar água da rocha quando o povo teve sede.
- Deus concedeu a coluna de nuvem durante o dia.
- Deus concedeu a coluna de fogo durante a noite.
O servo precisa aprender que Deus sempre possui uma providência. A ausência momentânea de uma solução visível não significa que o Senhor não preparou uma resposta.
Uma festa no deserto
A mensagem recordou a palavra transmitida por Moisés ao Faraó:
“Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto.”
Referência: Êxodo 5:1
Humanamente, o deserto não parece ser um lugar adequado para uma festa. É um ambiente de escassez, calor, cansaço e provações.
Entretanto, o servo que olha com os olhos da fé consegue celebrar ao Senhor mesmo no deserto. Ele não celebra a dor em si, mas a presença de Deus que permanece com ele durante a provação.
Aquele que discerne espiritualmente compreende que tudo o que enfrenta pode cooperar para sua salvação e para o cumprimento do propósito divino.
Por isso, até mesmo uma prova pode se transformar em oportunidade para experimentar o poder de Deus.
A prova como oportunidade de experimentar Deus
A mensagem apresentou diferentes exemplos de como as situações difíceis podem ser vistas espiritualmente.
Aquele que enfrenta uma enfermidade pode experimentar o sustento de Deus ou receber sua cura. Aquele que possui um filho afastado do Senhor pode ser aperfeiçoado em sua vida de oração enquanto aguarda o cumprimento do propósito divino.
Isso não significa que a dor seja agradável ou que os problemas devam ser tratados com indiferença. O ensino foi que Deus pode usar cada circunstância para conduzir o servo a uma experiência mais profunda.
O Senhor possui um propósito e deseja ensinar seus filhos a viver de forma espiritual.
O servo deve alcançar o entendimento de que sua vida não está entregue ao acaso. As provas, as esperas e os períodos de dificuldade podem se tornar instrumentos para que ele conheça o poder, o cuidado e a fidelidade de Deus.
A tranquilidade de Eliseu em meio ao cerco
Enquanto o jovem estava desesperado, Eliseu permanecia tranquilo. O profeta não negava que existia um exército ao redor, mas sabia que Deus continuava no controle.
Sua atitude poderia ser resumida na certeza de que bastava orar para que o jovem também enxergasse aquilo que ele já discernia.
O Espírito Santo deseja produzir essa mesma segurança na caminhada da igreja. O propósito não é fazer com que o servo se torne alienado ou indiferente aos seus problemas.
Todos enfrentam dificuldades reais e possuem situações que precisam ser resolvidas. A diferença está em não permitir que o desespero domine o coração.
O servo pode reconhecer o problema e, ao mesmo tempo, descansar no Senhor, sabendo que tudo passará e que Deus permanece maior do que qualquer circunstância.
Aplicação espiritual:
O servo pode descansar no Senhor, sabendo que Deus está cuidando de sua vida.
Paulo e Silas adoraram a Deus na prisão
Paulo e Silas foram apresentados como outro exemplo de servos que enxergaram além das circunstâncias.
Eles estavam presos, feridos e humanamente cercados por uma situação de sofrimento. Entretanto, em vez de serem dominados pelo desespero, oravam e cantavam louvores a Deus.
“Perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam.”
Referência: Atos 16:25
Dentro daquela adversidade, eles realizavam um culto. Seus olhos não estavam presos apenas às correntes, às paredes da prisão ou aos ferimentos. Eles contemplavam a glória de Deus.
Paulo e Silas sabiam que o Senhor continuava presente. Sua adoração demonstrava uma visão espiritual capaz de transformar o ambiente de sofrimento em um lugar de comunhão.
O exército chegou durante a noite
O texto de 2 Reis informa que o rei da Síria enviou cavalos, carros e um grande exército, os quais chegaram durante a noite.
A noite foi aplicada à realidade da guerra espiritual. Ela representa as trevas, a ignorância e a falta de visão.
O jovem saiu pela manhã, mas ainda carregava uma visão limitada pela escuridão espiritual. Ele conseguia enxergar o exército que havia chegado à noite, porém não conseguia ver a operação luminosa de Deus ao redor de Eliseu.
Quando perguntou o que fariam, recebeu do profeta a resposta:
“Não temas; porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles.”
Referência: 2 Reis 6:16
“Não temas” era a resposta do Senhor para aquele momento.
O jovem tinha razões humanas para sentir medo, mas Deus desejava conduzi-lo a uma experiência que venceria aquele temor.
Quando Deus abre os olhos, o medo desaparece
A mensagem apresentou uma declaração central: quando Deus abre os olhos, o medo desaparece.
Enquanto o servo enxerga somente o exército inimigo, sua mente pode ser dominada pela preocupação. Entretanto, quando a oração transforma sua visão, ele passa a discernir a presença e o poder do Senhor.
Ou a preocupação e o medo dominam a mente, ou a oração muda a visão.
A oração não é apenas uma repetição de palavras. Ela aproxima o homem de Deus, fortalece sua fé e permite que o Espírito Santo lhe mostre a realidade espiritual.
O servo precisa enxergar com os olhos da fé. A resposta pode ainda não ter se manifestado externamente, mas a oração lhe concede segurança para continuar caminhando.
Buscar ao Senhor enquanto ele está perto
A mensagem lembrou a orientação bíblica para que o homem busque ao Senhor enquanto pode encontrá-lo.
“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.”
Referência: Isaías 55:6
O jovem possuía dentro da casa aquele a quem poderia recorrer. O profeta estava perto, e por meio de sua oração os olhos do moço foram abertos.
Isso mostrou que ele não precisava procurar uma resposta distante. A bênção estava dentro da casa.
A ação da profecia na vida do servo
A profecia possui uma ação ampla e maravilhosa. Ela exorta, admoesta e corrige, mas também edifica, encoraja e conduz o servo a experiências com Deus.
Ela mostra o erro, mas também apresenta o caminho. Confronta o pecado, mas oferece ao homem a oportunidade de arrependimento e restauração.
Na vida do jovem, a palavra profética trouxe segurança. Ele chegou dominado pelo medo, mas encontrou no profeta uma direção que transformou sua visão.
A igreja também possui essa bênção. O Espírito Santo está presente, a Palavra continua sendo anunciada e o servo tem a quem buscar.
A bênção estava dentro da casa
Foi ressaltado que o jovem tinha a bênção dentro da casa. Eliseu não estava longe. O profeta encontrava-se no mesmo lugar em que o moço estava.
Muitas vezes, a bênção está na igreja, mas o homem permanece olhando para fora. Seus olhos ficam concentrados no mundo, nas circunstâncias e na força do inimigo, enquanto a Palavra e a presença do Espírito Santo estão ao seu alcance.
Quando o jovem se viu cercado, voltou-se para dentro da casa e clamou:
“Ah, meu senhor!”
Esse movimento representou a decisão de buscar a resposta no lugar certo.
O servo pode estar cercado e atravessar grandes dificuldades, mas permanece na casa do Senhor. Ali encontra a profecia, a comunhão, a orientação e a presença do Espírito Santo.
Ele não está sem recursos. Possui a quem buscar e a quem recorrer.
Uma experiência recebida como porção dobrada
A experiência do irmão que recebeu um folheto relacionado à mensagem foi novamente lembrada. O fato de a frase do folheto tratar justamente da abertura dos olhos e da obra realizada pelo Espírito foi interpretado como uma confirmação especial de Deus.
Durante a mensagem, foi afirmado que não se tratava de uma simples coincidência. Aquele acontecimento foi entendido como uma experiência concedida pelo Senhor a alguém que estava ouvindo, clamando e recebendo o conselho da Palavra.
Ele não apenas ouviu a mensagem transmitida, mas recebeu outra confirmação no lugar onde se encontrava. Por isso, a experiência foi apresentada como uma espécie de porção dobrada.
Humanamente, não havia como explicar plenamente aquele encontro e a mensagem recebida naquele momento. A compreensão daquela experiência somente poderia ser alcançada com os olhos da fé.
