Venha o teu reino: o governo de Deus sobre a vida
Texto bíblico central:
“Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.”
Referência: Mateus 6:10
A mensagem tomou como ponto de partida a palavra do Senhor Jesus registrada em Mateus 6:10. Foi lembrado que esse versículo está inserido no Sermão do Monte, cujo desenvolvimento começa no capítulo 5 do Evangelho de Mateus.
Ao ensinar os discípulos a orar, Jesus colocou diante deles uma expressão de grande profundidade espiritual: “Venha o teu reino.” A mensagem mostrou que esse pedido não se limita somente ao futuro. Há nele uma aplicação para o presente e também uma esperança relacionada à eternidade.
No presente, pedir que venha o Reino de Deus significa desejar que Deus reine hoje no coração. É permitir que o Senhor governe a vida, estabelecendo Sua vontade, Sua autoridade e Sua direção. Ao mesmo tempo, o pedido aponta para o Reino futuro, para a eternidade e para o momento em que o povo de Deus estará definitivamente com o Senhor.
Reino fala de governo e autoridade
Foi explicado que a palavra “reino” contém a ideia de governo, autoridade e domínio. Por isso, quando alguém ora “venha o teu reino”, não está apenas pedindo uma bênção ou uma intervenção isolada de Deus. Está pedindo que o próprio Senhor assuma o governo da sua existência.
Esse entendimento foi associado diretamente à continuação do versículo:
“Seja feita a tua vontade.”
A vontade do Senhor precisa ocupar o lugar de prioridade. O ensino apresentado foi que viver sob o Reino de Deus significa deixar de conduzir a vida exclusivamente segundo os próprios desejos e entregar a direção ao Senhor.
A mensagem utilizou a figura de abandonar o leme e colocá-lo nas mãos de Deus. A ideia é deixar que o Senhor determine a direção, aceitar que Ele governe e reconhecer que Ele é o Rei.
“Venha o teu reino”, portanto, envolve uma entrega real: o Senhor passa a dirigir os caminhos, as decisões e a maneira de viver.
Buscar primeiro o Reino de Deus
Em seguida, foi lembrada outra palavra de Jesus:
“Buscai primeiro o reino de Deus.”
Referência: Mateus 6:33
A partir desse ensino surgiu uma pergunta importante: como buscar o Reino de Deus?
Foi destacado que o Reino de Deus não deve ser entendido simplesmente como um endereço físico, um lugar terreno que pudesse ser encontrado por meio de uma localização. A busca pelo Reino começa na comunhão com Deus e na vida de oração.
A comunhão com Deus no secreto
Para responder à pergunta sobre como buscar o Reino, a mensagem retornou ao próprio ensino de Jesus sobre a oração:
“Entra no teu quarto, fecha a porta atrás de ti...”
Referência: Mateus 6:6
Foi ensinado que o Senhor convida o servo a buscar uma relação de unidade e comunhão com Deus. No secreto, o Pai vê aquele que O busca. Ele contempla sua necessidade, conhece sua situação e Seus olhos alcançam a vida daquele que se aproxima em oração.
A oração foi apresentada como um momento de intimidade com Deus. Nem sempre ela acontece apenas dentro de uma rotina previamente estabelecida. Existem momentos em que o homem se aproxima do Senhor em meio à aflição, à necessidade e às lutas da vida.
E justamente ali, quando o servo se apresenta diante de Deus, o Senhor contempla a sua vida. A mensagem afirmou que, nesse encontro de comunhão, o Reino eterno alcança o homem.
Os discípulos conheciam o que significava estar debaixo de um reino
A exposição avançou mostrando o significado que a expressão “venha o teu reino” teria para os discípulos que ouviram Jesus.
Eles conheciam muito bem o que significava um reino exercer domínio sobre um povo. Israel já havia vivido debaixo de diferentes governos e dominações ao longo da sua história.
Foram lembrados os domínios assírio e babilônico e também o fato de que, no tempo em que Jesus pronunciou aquelas palavras, o povo estava debaixo do governo romano.
Por isso, quando Jesus dizia aos discípulos que pedissem pela vinda de um Reino sobre suas vidas, eles compreendiam perfeitamente o peso dessa figura.
Quando um reino domina, ele determina a maneira de viver
Foi explicado que, quando um reino humano assumia o domínio sobre um povo ou uma região, aquele governo passava a interferir profundamente na vida das pessoas.
O reino dominante podia determinar:
- a forma de vestir;
- a cultura que deveria prevalecer;
- a língua que deveria ser utilizada;
- a maneira de prestar culto;
- os costumes do povo;
- e diferentes aspectos do comportamento.
O governo conquistador impunha a sua cultura e suas determinações.
Como exemplo, foram lembrados Daniel e seus companheiros durante o domínio babilônico. Eles enfrentaram imposições relacionadas à adoração e à maneira de viver, mostrando que um reino que domina procura determinar o comportamento daqueles que estão debaixo de sua autoridade.
Esse princípio foi então aplicado espiritualmente ao Reino de Deus.
O melhor é quando o Reino celestial governa
Jesus estava mostrando aos discípulos que outros reinos já haviam dominado suas vidas e seu povo. Esses governos humanos exerceram autoridade e impuseram suas determinações.
Entretanto, a mensagem destacou que o bom é quando o Reino celestial governa.
Quando o servo ora “venha o teu reino”, ele está dizendo, em essência:
Senhor, governa a minha vida.
Muda a minha maneira de falar.
Orienta o meu comportamento.
Determina a minha adoração e o meu louvor.
Ensina-me a viver segundo a tua vontade.
O Reino celestial deve alcançar todos os aspectos da existência.
A forma de se portar, a maneira de vestir, o comportamento, a adoração, o culto e o louvor devem estar submetidos à orientação do Rei.
O ensino central apresentado foi que aquele que pede a vinda do Reino está dizendo que deseja viver debaixo desse governo.
Jesus é o Rei desse Reino
A mensagem então apresentou uma verdade fundamental: Jesus é o próprio Rei desse Reino.
Foi lembrado o convite feito por Ele:
“Aprendei de mim, que sou humilde e manso de coração.”
Referência: Mateus 11:29
O Reino de Cristo foi caracterizado a partir da própria natureza do Rei. É um Reino marcado pela humildade e pela mansidão.
Foi também lembrado que o fardo do Senhor é leve, destacando que o governo de Cristo não existe para destruir o homem, mas contém aquilo que Deus tem de melhor para sua vida.
Por isso, a necessidade do servo é aprender a ser submisso a esse Reino.
A oração ensinada por Jesus expressa justamente esse desejo: “Senhor, eu quero viver debaixo do teu governo.”
Seja feita a tua vontade
A mensagem passou então a aprofundar a segunda expressão do texto:
“Seja feita a tua vontade.”
Foi mostrado como é precioso quando o servo entra em oração, aproxima-se do Pai em intimidade e consegue colocar diante dEle suas necessidades sem transformar a oração em uma tentativa de impor sua própria vontade.
O servo pode apresentar suas necessidades, seus desejos e suas aflições, mas deve fazê-lo reconhecendo que tudo precisa permanecer debaixo da vontade de Deus.
Em outras palavras, a oração deve carregar este espírito:
“Senhor, estas são as minhas necessidades, mas que todas elas estejam segundo a tua vontade.”
Foi lembrado que a própria Palavra ensina que, quando se pede ao Pai segundo a Sua vontade, Ele ouve.
“Se pedimos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve.”
Referência: 1 João 5:14
A mensagem fez então uma aplicação muito direta: muitas vezes o homem ora desejando apenas que Deus faça aquilo que ele próprio quer.
Em vez de buscar a vontade do Senhor, existe o risco de transformar a oração numa tentativa de conseguir a aprovação divina para uma decisão já tomada pelo próprio coração.
O ensino, porém, é diferente: é necessário buscar a vontade de Deus.
A vontade de Deus é boa
Foi feita referência ao ensino de Romanos sobre a vontade do Senhor:
A vontade de Deus é boa e agradável.
Referência: Romanos 12:2
A mensagem destacou que a vontade do Senhor traz aquilo que é verdadeiramente bom para o homem. Por isso, o servo precisa alcançar espiritualmente essa compreensão e aprender a confiar no governo de Deus.
Também foi feita uma comparação com pessoas que ensinam algo, mas não praticam aquilo que ensinam.
Com Jesus, afirmou-se, não aconteceu dessa maneira.
Jesus ensinou e viveu a submissão à vontade do Pai
Jesus não apenas ensinou os discípulos a dizerem “seja feita a tua vontade”. Ele mesmo viveu esse princípio.
Durante Seu ministério, Jesus buscava o Pai e vivia em comunhão com Ele. Embora tivesse se feito homem, o Reino estava presente em Sua vida.
E essa submissão tornou-se especialmente evidente no momento mais difícil de Sua caminhada terrena.
Diante do cálice que estava à Sua frente, Jesus orou ao Pai:
“Se possível, passa de mim esse cálice; todavia, seja feita a tua vontade.”
Referência: Mateus 26:39
Foi ressaltado que Jesus praticou exatamente aquilo que havia ensinado aos Seus discípulos.
Ele apresentou ao Pai a dor daquele momento e a possibilidade de o cálice ser afastado, mas colocou acima de tudo a vontade do Pai:
“Não a minha, mas a tua vontade.”
Essa atitude demonstrou perfeita submissão ao projeto de Deus.
O projeto estabelecido na eternidade
A mensagem explicou que o Senhor Jesus conhecia o projeto do Pai, aquilo que havia sido estabelecido na eternidade.
Esse projeto era bom e agradável e continha aquilo que Deus tinha de melhor para o homem.
Por isso, foi exaltado o dia em que Jesus se entregou no madeiro. Naquela entrega, a vontade do Pai estava sendo cumprida em favor da humanidade.
Foi justamente porque a vontade do Pai prevaleceu que hoje existe acesso ao Reino e possibilidade de comunhão com Deus.
A mensagem declarou que só há Reino para o homem porque um dia o Rei se fez carne e habitou entre nós.
Jesus veio, ensinou e abriu novamente o caminho pelo qual as fraquezas humanas podem ser apresentadas em oração diante da onipotência do Deus que pode todas as coisas.
Assim, o povo do Senhor pode glorificar a Deus porque a vontade do Pai foi cumprida.
A aplicação final desse primeiro desenvolvimento foi um chamado para que, em oração, cada servo também alcance essa mesma disposição espiritual:
“Senhor, que seja feita a tua vontade na minha vida. Não a minha vontade, mas a vontade do Pai.”
Foi reafirmado que Deus sempre tem o melhor para Seus filhos e que buscar o Reino significa confiar nesse governo e nessa vontade.
O estabelecimento pleno do Reino de Deus
A mensagem prosseguiu mostrando que o pedido “venha o teu reino” também aponta para o estabelecimento pleno e perfeito do Reino de Deus.
Quando o Reino de Deus vem sobre a vida do homem, a vontade do Pai deixa de ocupar um lugar secundário e passa a ser o centro da existência.
O governo de Deus começa a determinar aquilo que o servo deseja, busca e valoriza.
Por isso, desejar o Reino significa desejar que a vontade do Pai seja estabelecida de maneira verdadeira e profunda na vida.
O Reino de Deus não é uma imposição
A mensagem retomou a comparação entre o Reino de Deus e os reinos humanos que haviam dominado Israel.
Os reinos humanos chegavam por imposição. O povo não pedia para ser dominado. Um poder estrangeiro chegava, tomava o governo e passava a determinar o que as pessoas poderiam ou não fazer.
Esse domínio atingia os direitos, a vida familiar, os costumes e muitas outras áreas da existência.
O Reino de Deus, porém, foi apresentado de maneira completamente diferente.
Ele não vem como uma imposição forçada, mas como um pedido, um clamor e uma súplica.
O homem que compreende o valor desse Reino passa a desejá-lo.
Ele clama:
“Venha o teu reino.”
E esse clamor existe porque o Reino de Deus, quando chega à vida, transforma para melhor.
O contraste entre o Reino de Deus e o domínio deste mundo
A mensagem fez também um contraste com aquilo que a Palavra apresenta acerca do inimigo das almas.
Foi lembrado que o inimigo age como aquele que vem para roubar, matar e destruir.
“O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir.”
Referência: João 10:10
O ensino destacou que esse domínio procura entrar de maneira destrutiva, trazendo prejuízo ao homem.
O Reino de Deus, ao contrário, veio através de Jesus Cristo, que cumpriu Sua missão e enfrentou a condenação causada pelo pecado.
Na cruz, o Senhor realizou a obra necessária para que o homem pudesse receber aquilo que Deus estava oferecendo.
O Reino é, portanto, apresentado como uma oferta de Deus, e não como uma imposição.
O privilégio de ser feito filho de Deus
Foi lembrado o ensino bíblico segundo o qual aqueles que recebem o Senhor recebem também o direito de se tornarem filhos de Deus.
“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.”
Referência: João 1:12
A mensagem associou essa condição à participação no Reino.
Aquele que recebe Jesus deixa de estar apenas diante de uma proposta e passa a participar da realidade espiritual que Deus oferece.
Foi enfatizado que o Evangelho de Jesus Cristo anuncia um Reino que é diferente de tudo aquilo que o homem conhece nos sistemas humanos.
Não há uma imposição dizendo que o homem será obrigado a aceitá-lo.
O Reino chega como uma oferta, e aquele cuja alma reconhece sua necessidade passa a desejar que esse Reino venha sobre sua vida.
A Palavra do Reino alcança o íntimo
A mensagem lembrou que até aqueles que ouviram Jesus e não faziam parte do círculo de Seus discípulos reconheceram a singularidade de Sua palavra.
“Nunca homem algum falou assim como este homem.”
Referência: João 7:46
Foi explicado que a palavra que vem desse Reino alcança o íntimo do homem.
Ela toca a alma, transforma e produz uma mudança que não nasce de uma obrigação exterior.
O Reino não é uma imposição, mas uma dádiva de Deus.
Deus deu o Seu Filho
Nesse contexto, a mensagem recordou João 3:16 como uma das maiores demonstrações dessa oferta de Deus à humanidade.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito...”
Referência: João 3:16
Foi destacada especialmente a ideia de que Deus deu.
Ele entregou Seu Filho para que todo aquele que crê possa participar do Reino e alcançar a vida eterna.
Por isso, o Reino de Deus foi apresentado como um presente.
Ele é recebido por aquele cuja alma reconhece o valor dessa oferta e aceita Jesus como Salvador.
O clamor “venha o teu reino” torna-se, assim, o desejo de uma alma que compreendeu que o governo de Deus pode transformar completamente sua vida.
O Reino nos prepara para o céu
A mensagem voltou ao texto central:
“Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.”
Referência: Mateus 6:10
Foi explicado que o Reino, enquanto vivido aqui, leva o servo a se espelhar naquilo que pertence ao céu.
O céu é a morada daqueles que recebem o Reino nesta vida.
Por isso, aquele que aceita o governo de Deus passa a desejar viver como cidadão do céu.
A mensagem utilizou então uma expressão muito clara: viver o Reino aqui é como um treinamento para o céu.
Quando o homem aceita o Reino, o Espírito Santo passa a operar em sua vida.
Ele faz morada e inicia um processo contínuo de transformação.
Essa transformação foi comparada a uma espécie de limpeza espiritual, um processo em que aquilo que pertence à velha maneira de viver vai sendo retirado enquanto o servo é progressivamente preparado.
A caminhada do justo é uma transformação contínua
Foi lembrada a figura bíblica da caminhada do justo:
“A vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.”
Referência: Provérbios 4:18
A mensagem aplicou esse texto à transformação produzida pelo Reino.
O Espírito Santo vai trabalhando na vida do servo, levando-o a crescer e a ser transformado progressivamente.
Esse caminho continua até o dia perfeito, apontando para a eternidade.
Por isso, viver o Reino agora é uma preparação para aquilo que será vivido plenamente no céu.
Buscai primeiro o Reino e a justiça de Deus
A mensagem voltou ao ensino de Mateus 6:33 e chamou atenção para a importância de compreender corretamente o texto.
“Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça...”
Referência: Mateus 6:33
Foi enfatizado que o Reino e a justiça de Deus precisam ocupar o primeiro lugar.
Ao buscar o Reino e a justiça do Senhor, o servo passa a experimentar diariamente aquilo que pertence a esse governo.
O Reino vai sendo acrescentado à sua experiência espiritual, e a justiça de Deus também passa a fazer parte da sua caminhada.
O homem se torna participante desse Reino.
A mensagem utilizou inclusive a figura da realeza para mostrar que a realeza de Jesus Cristo passa a dominar a vida daquele que pertence ao Senhor.
Assim, o Reino e a justiça de Deus vão sendo experimentados ao longo da caminhada até o momento em que o servo alcançará a eternidade.
Desejar o Reino é entregar o governo da vida ao Senhor
A exposição prosseguiu mostrando que desejar o Reino de Deus equivale a entregar o governo da vida ao Senhor Jesus.
O clamor:
“Venha o teu reino.”
expressa o desejo de que o Senhor estabeleça Seu governo no coração.
Foi relacionada a essa esperança também a expressão:
“Vem, Senhor Jesus.”
A igreja vive hoje debaixo do governo do Senhor e do Espírito Santo porque anseia estar eternamente nesse Reino.
Há, portanto, uma relação direta entre o governo presente de Deus e a esperança futura da igreja.
O pedido é para que o Reino venha ao homem
Um aspecto importante destacado na mensagem foi a maneira como Jesus formulou a oração.
Ele não ensinou o homem a dizer simplesmente que iria alcançar o Reino por seus próprios esforços.
O pedido é:
“Venha o teu reino.”
Isso mostra que a iniciativa é de Deus.
O homem não possui, por si mesmo, condição de alcançar o Reino de Deus.
Não é algo que possa ser conquistado pela capacidade humana.
Viver no Reino e usufruir dele é resultado de uma ação de Deus em favor do homem.
Por isso, o clamor é uma expressão de dependência:
O homem pede que, segundo o amor e a misericórdia de Deus, esse Reino venha sobre sua vida.
É necessário nascer de novo
Ao aprofundar as características relacionadas ao Reino, a mensagem lembrou o encontro de Jesus com Nicodemos.
Foi apresentado um princípio indispensável:
“Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.”
Referência: João 3:3
Assim, aquele que deseja viver o Reino precisa compreender a necessidade do novo nascimento.
O pedido “venha o teu reino” está ligado a uma transformação espiritual real.
Não basta uma mudança exterior.
É necessário entregar a vida ao Senhor Jesus e abandonar aquilo que foi chamado na mensagem de “velho eu”, para que haja uma nova vida.
O novo nascimento torna-se, portanto, uma das condições apresentadas para que o homem possa ver e viver o Reino de Deus.
O Reino precisa ser prioridade
Outra característica destacada foi a prioridade.
Se alguém verdadeiramente deseja que o Reino venha sobre sua vida, então o Reino não pode ocupar apenas um espaço secundário.
Jesus ensinou:
“Buscai primeiro o reino de Deus.”
Referência: Mateus 6:33
Viver o Reino exige que o Senhor ocupe o primeiro lugar.
A mensagem afirmou que viver o projeto de Deus precisa se tornar algo central.
A vida do servo deve girar em torno do Reino.
Deus não pode ser apenas uma parte da existência enquanto todas as outras áreas são conduzidas sem considerar Sua vontade.
O Reino precisa ser prioridade verdadeira.
O Reino não consiste apenas em palavras
A mensagem recordou ainda outro ensino bíblico:
“Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder.”
Referência: 1 Coríntios 4:20
Esse texto foi utilizado para mostrar que viver o Reino não pode ser apenas uma declaração verbal.
Não basta dizer que a vida pertence ao Senhor enquanto as atitudes contradizem aquilo que é confessado.
O pedido “venha o teu reino” precisa corresponder a uma realidade vivida.
As ações devem estar de acordo com o governo que o servo afirma desejar.
Assim, foram destacados três aspectos importantes relacionados ao Reino:
- é necessário nascer de novo;
- é necessário buscar o Senhor acima de todas as coisas;
- é necessário viver verdadeiramente o projeto de Deus.
Não é possível querer o Reino e continuar exigindo a própria vontade
A mensagem voltou então à segunda parte de Mateus 6:10:
“Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.”
Referência: Mateus 6:10
Foi observado que esse é um assunto muito amplo porque existe uma contradição possível na vida espiritual.
Uma pessoa pode dizer que deseja o Reino de Deus e, ao mesmo tempo, continuar exigindo que tudo aconteça segundo sua própria vontade.
Ela pode dizer:
“Eu quero o teu Reino, mas quero que aconteça aquilo que eu determinei.”
Ou ainda desejar apenas determinadas condições, rejeitando outras que não correspondam aos seus planos.
Mas viver o Reino significa justamente entregar o governo da vida aos pés do Senhor.
O servo precisa desejar que o Espírito Santo conduza seus passos.
Seu clamor passa a ser para que o Senhor determine o caminho, conduza suas decisões e o faça viver aquilo que pertence ao projeto de Deus nesta terra.
Ao mesmo tempo, essa direção aponta para aquilo que é eterno.
O governo do Espírito Santo conduz o servo no presente e também o prepara para alcançar o projeto de salvação estabelecido por Deus.
Assim, desejar o Reino é entregar o controle, permitir que o Espírito Santo conduza os passos e viver na terra de maneira coerente com aquilo que Deus preparou para a eternidade.
A grande ênfase bíblica no Reino de Deus
A mensagem prosseguiu destacando a importância que a própria Escritura dá ao tema do Reino.
Foi lembrado que, na linguagem bíblica, a repetição pode produzir uma forte ênfase. Foram citados exemplos como:
“Simão, Simão...”
“Em verdade, em verdade...”
A partir dessa observação, foi ressaltada a frequência com que a palavra “reino” aparece nos Evangelhos.
Foi mencionado que ela aparece diversas vezes em Mateus, Marcos e Lucas, demonstrando que o assunto não ocupa um lugar secundário no ensino do Senhor.
A conclusão apresentada foi que, se o Reino não fosse uma verdade tão importante, não haveria tamanha ênfase sobre ele na Palavra.
Essa repetição revela o desejo do Senhor de que Seu povo viva sob Seu governo agora e também esteja com Ele no Reino futuro.
Enquanto está nesta terra, a igreja vive como pertencente a um novo Reino. Há, porém, uma esperança maior: estar definitivamente com o Rei na eternidade.
Mateus apresenta Jesus como Rei
Foi então estabelecida uma ligação entre a ênfase no Reino e a maneira como o Evangelho de Mateus apresenta o Senhor Jesus.
A mensagem destacou que Mateus dá especial atenção ao Reino justamente porque apresenta Jesus como Rei.
Por isso, não foi considerado casual que a expressão relacionada ao Reino apareça tantas vezes nesse Evangelho.
Se Jesus é apresentado como Rei, naturalmente o Seu Reino também recebe grande destaque.
Assim, o ensino de:
“Venha o teu reino.”
Referência: Mateus 6:10
ganha ainda maior profundidade, porque se trata de desejar o governo daquele que Mateus apresenta como o verdadeiro Rei.
A vontade de Deus para o homem foi demonstrada na vinda de Jesus
A mensagem retornou então à expressão:
“Seja feita a tua vontade.”
Foi afirmado que a Palavra deixa claro qual é a vontade de Deus para o ser humano.
Essa vontade já havia sido demonstrada de maneira especial no nascimento do Senhor Jesus.
Foi lembrada a manifestação dos anjos por ocasião do nascimento de Cristo:
“Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens.”
Referência: Lucas 2:14
A própria vinda de Jesus ao mundo demonstrava a boa vontade de Deus para com os homens.
O nascimento do Salvador revelava que Deus tinha um propósito de bem para a humanidade.
Foi destacado que tudo aquilo que Deus tinha de melhor, Ele entregou ao homem na pessoa do Seu próprio Filho.
Por isso, existe segurança espiritual em orar:
“Seja feita a tua vontade.”
A boa vontade do Senhor para com o homem já havia sido manifestada em Jesus Cristo.
Assim, o servo pode confiar na vontade de Deus porque sabe que ela nasce de um Deus que já demonstrou Seu amor e Seu propósito de salvação.
A igreja busca conhecer a vontade de Deus
A mensagem aplicou esse ensino à experiência da igreja como corpo de Cristo.
Foi ressaltado o privilégio de viver buscando conhecer a vontade de Deus no corpo.
Essa busca não deve acontecer somente nas grandes decisões da vida, mas também na adoração, no culto e no serviço ao Senhor.
Foi explicado que a igreja busca saber quais louvores devem ser apresentados, qual palavra deve ser pregada e o que o Senhor deseja realizar em cada culto.
Assim, a oração:
“Seja feita a tua vontade.”
não é apenas uma frase relacionada às necessidades particulares do homem.
Ela alcança também a vida da igreja e sua adoração coletiva.
O desejo é que tudo seja conduzido segundo a vontade do Senhor.
O culto segundo a vontade do Senhor
A mensagem mostrou de maneira prática como esse princípio pode ser vivido na reunião da igreja.
A pergunta não deve ser simplesmente:
“O que nós queremos cantar?”
“O que nós queremos pregar?”
Mas:
“Senhor, quais louvores estão segundo a tua vontade?”
“O que o Senhor deseja falar?”
“O que o Senhor quer fazer neste culto?”
Foi citado o exemplo do culto de segunda-feira, apresentado na mensagem como um momento de glorificação.
A igreja, sabendo dessa direção, vai à casa do Senhor com o propósito de glorificá-Lo, mas continua buscando compreender como essa glorificação deve acontecer e qual linha o Senhor deseja revelar naquele momento.
Portanto, até mesmo a condução do culto está inserida na oração:
“Venha o teu reino, seja feita a tua vontade.”
Referência: Mateus 6:10
Que o Reino seja evidenciado no culto
O desejo apresentado foi que o Reino do Senhor seja evidenciado através dos louvores, das glorificações e da leitura da Palavra.
A manifestação do Reino no presente foi novamente associada à preparação para a eternidade.
Foi retomada a expressão de que essa experiência funciona como um “treinamento para o céu”.
Se na eternidade o povo do Senhor estará continuamente glorificando a Deus, então a adoração vivida hoje já aponta para aquilo que será vivido plenamente no Reino eterno.
Quando a igreja louva segundo a vontade de Deus, ela experimenta no presente algo que pertence ao futuro que o Senhor preparou.
Assim na terra como no céu
A mensagem aprofundou então a parte final de Mateus 6:10:
“Assim na terra como no céu.”
Foi apresentada a ideia de que o servo deseja que se cumpra aqui aquilo que já está determinado no propósito de Deus.
A oração passa a carregar um desejo de alinhamento entre a vida presente e aquilo que o Senhor estabeleceu.
O servo quer saber:
“Senhor, o que tens para nós?”
“O que está estabelecido a nosso respeito?”
“Qual é a tua vontade para a igreja?”
A mensagem então apontou para o desfecho de todo o projeto de Deus: a igreja estará com o Senhor.
Foi afirmado que Jesus voltará e levará Seu povo.
Por isso, a igreja deseja a vontade do Senhor, pois conhece o resultado final desse projeto: estar no céu com Ele.
A operação do Espírito Santo prepara o servo
Enquanto esse dia não chega, o servo continua sendo preparado.
A mensagem voltou à ideia do treinamento espiritual e destacou as operações do Espírito Santo na vida daquele que pertence ao Senhor.
O Espírito trabalha para tornar o crente cada vez mais preparado para o grande dia.
Esse processo não ocorre apenas externamente. Trata-se de uma transformação interior, progressiva e contínua.
Por isso, foi novamente utilizada a figura de um “detox”, mostrando que o Senhor vai retirando aquilo que não pertence ao Seu Reino e formando no servo uma vida adequada à Sua vontade.
Buscar Jesus apenas pelo pão que perece
A mensagem fez então uma advertência importante.
Uma pessoa pode afirmar:
“Eu estou buscando Jesus.”
Porém, é necessário compreender por qual motivo ela O está buscando.
Foi lembrada a palavra de Jesus àqueles que O procuravam por causa do alimento recebido:
“Vós me buscais... porque comestes do pão e vos saciastes.”
Referência: João 6:26
O ensino mostrou que existe diferença entre buscar Jesus apenas por aquilo que Ele pode conceder nesta vida e buscar verdadeiramente o Reino de Deus.
Buscar somente o pão que perece significa aproximar-se do Senhor interessado prioritariamente nas necessidades materiais e temporais.
Buscar o Reino, porém, significa algo mais profundo.
Buscar o Reino é submeter-se à soberania de Deus
Foi então dada uma definição central:
Buscar o Reino de Deus é submeter-se à soberania e à vontade de Deus.
Não se trata apenas de procurar bênçãos.
Trata-se de aprender a viver debaixo do governo do Rei.
A mensagem observou que, muitas vezes, o homem declara desejar a vontade do Senhor, mas, na prática, quer apenas que Deus confirme sua própria vontade.
Ele já decidiu o que deseja e procura apenas que o Senhor dê Sua aprovação.
Esse comportamento é diferente da verdadeira busca pelo Reino.
Buscar o Reino significa aprender a permanecer sob o governo de Deus.
O Reino é desejado, não imposto
A mensagem reuniu então vários pontos que haviam sido apresentados anteriormente.
Foi lembrado que o Reino de Deus não é imposto como os antigos reinos humanos.
Ele é objeto de um pedido e de um anseio.
Também foi retomada uma expressão utilizada ao longo da exposição:
“Quando nós desejamos o Reino.”
O Reino é tão maravilhoso que o homem que conhece sua realidade passa a desejá-lo.
O propósito de Deus foi trazer esse Reino ao homem, e Jesus, ao ensinar o modelo de oração, levou os discípulos a pedir por sua vinda.
O servo começa então a compreender as características desse Reino e a desejá-lo cada vez mais.
O Reino como tesouro escondido
Para demonstrar o valor do Reino, a mensagem recordou as figuras usadas por Jesus.
Uma delas apresenta o Reino como um tesouro:
“O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo...”
Referência: Mateus 13:44
A aplicação apresentada foi que esse tesouro estava escondido, mas foi revelado ao homem através da pessoa do Senhor Jesus.
Em Cristo, o homem passa a conhecer aquilo que antes não poderia alcançar por si mesmo.
O Reino se torna uma realidade revelada.
A pérola de grande valor
Outra figura lembrada foi a pérola de grande valor:
“O reino dos céus é semelhante ao homem negociante que busca boas pérolas; e, encontrando uma pérola de grande valor...”
Referência: Mateus 13:45-46
O Reino foi apresentado como algo precioso, de valor incomparável.
Foi afirmado que o homem encontrou esse Reino porque o Senhor veio até ele.
Mais uma vez, a mensagem mostrou que a iniciativa da salvação pertence a Deus.
O homem não alcançou sozinho o Reino; o Reino lhe foi revelado através de Jesus.
Do cidadão do mundo ao cidadão do céu
A mensagem retomou o ensino sobre o novo nascimento.
Quando o homem recebe o Senhor e nasce de novo, ocorre uma mudança de cidadania espiritual.
Foi utilizada a expressão de que ele deixa de ser apenas cidadão deste mundo para tornar-se cidadão dos céus.
Por isso, aquele que nasceu de novo passa a almejar o Reino.
Seu coração já não está voltado somente para aquilo que pertence ao presente.
Existe nele um anseio pelo Reino eterno.
O clamor da igreja: venha
A mensagem relacionou então a oração ensinada por Jesus ao clamor encontrado no final das Escrituras.
O pedido:
“Venha o teu reino.”
é também o clamor de uma igreja que deseja a plena manifestação desse Reino.
Foi feita referência ao anseio registrado em Apocalipse:
“Vem.”
Referência: Apocalipse 22:17
E também:
“Ora vem, Senhor Jesus.”
Referência: Apocalipse 22:20
Essa oração não expressa apenas o desejo de que Deus governe a vida no presente.
Ela também manifesta a esperança de que esse Reino seja vivido plenamente na eternidade.
Um dia o Reino veio a nós; em breve iremos a ele
A mensagem caminhou para sua conclusão fazendo uma ligação entre o presente e o futuro.
Um dia, o homem clamou e desejou que o Reino de Deus viesse sobre sua vida.
Em Jesus, esse Reino o alcançou.
O Senhor passou a governá-lo, o Espírito Santo começou a transformá-lo e ele passou a viver sob uma nova direção.
Entretanto, há uma promessa futura.
Hoje o Reino vem até o servo; em breve o servo estará para sempre nesse Reino.
Foi afirmado que a igreja será arrebatada para estar definitivamente com o Senhor.
Todo o desenvolvimento da mensagem conduziu a essa esperança.
O pedido:
“Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.”
Referência: Mateus 6:10
começa com a entrega do governo da vida ao Senhor e culmina na esperança de viver eternamente sob esse governo.
O Reino transforma a maneira de falar, de agir, de adorar, de escolher e de viver.
Ele exige novo nascimento, prioridade espiritual e submissão à vontade de Deus.
É um Reino oferecido pela graça, revelado em Jesus Cristo e operado no coração pelo Espírito Santo.
E aquele que hoje deseja que esse Reino governe sua vida passa também a clamar pelo dia em que estará para sempre com o Rei.
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Acompanhe na íntegra o Pós-Madrugada desta segunda-feira, 17/08/2026 e reveja toda a mensagem sobre o Reino de Deus, a vontade do Pai e o preparo para a eternidade.
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17/08/2026 - [Pós-Madrugada - 06h20] - Igreja Cristã Maranata - Segunda
