6 min de leitura A Ceia do Senhor e Seu Significado Espiritual 22/02/2025
Versículos
Jeremias 25:28,
Apocalipse 14:10,
Mateus 20:22-23 e
1 Coríntios 11:28
Este é o momento da palavra do Senhor aos nossos corações nesta noite. Nós vamos abrir a Palavra de Deus, as nossas Bíblias, no Evangelho de Lucas, capítulo 22, versos 14 e 15. A Palavra também está projetada na tela e diz assim:
"E chegada a hora, pôs-se à mesa e, com ele, os doze apóstolos. E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta Páscoa antes que padeça."
Louvado seja o nome do Senhor! Pedimos ao nosso Deus que abençoe a ministração da Palavra e a continuidade do nosso culto.
Este texto fala do momento em que o Senhor Jesus mandou que preparassem a Páscoa. A Páscoa foi aquele momento da saída do Egito, quando sacrificaram o cordeiro. Agora, o Senhor Jesus ia comemorar a última Páscoa e instituir a Ceia do Senhor. Na Ceia do Senhor, o cordeiro que seria sacrificado era ele próprio. Então, todos nós que participamos continuamente da Ceia em nossas igrejas acompanhamos a distribuição dos elementos. Tomamos o pão, que significa o corpo do Senhor Jesus, e tomamos o vinho, simbolizado pelo suco de uva, que representa o sangue de Jesus derramado.
Gostaríamos de falar sobre duas coisas hoje e, depois, concluir sobre o cálice e sobre a mesa, a participação na mesa do Senhor.
Com relação ao cálice, no Velho Testamento, ele estava ligado a um juízo que era destinado às pessoas que cometiam algumas transgressões. Por exemplo, em Jeremias 25:28, está escrito:
"Porque assim me disse o Senhor, o Deus de Israel: Toma da minha mão este copo de vinho (ou cálice, que é a mesma coisa) do furor e darás a beber dele a todas as nações às quais eu te enviar, para que bebam, tremam e enlouqueçam por causa da espada que eu vou enviar."
O Senhor estava exercendo um juízo sobre uma nação transgressora da sua vontade e da sua Palavra. Quando Ele diz que eles beberão o cálice, significa que passarão por esse juízo. Outro texto relevante está em Apocalipse 14:10:
"Também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou não misturado no cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro."
Este versículo fala da impiedade que será julgada. Quem cometer iniquidade tomará esse cálice, ou seja, passará pelo juízo. O cálice, portanto, está relacionado ao juízo e ao destino daqueles que o recebem.
Quando Jesus estava com os discípulos, a mãe dos filhos de Zebedeu, João e Tiago, pediu ao Senhor Jesus que, no Reino de Deus, um deles se assentasse à sua direita e o outro à sua esquerda. Jesus respondeu:
"Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu hei de beber?"
O que Jesus estava dizendo? Que Ele tomaria sobre si o castigo que estava destinado a nós. O juízo sobre a impiedade cairia sobre Ele para nos dar livramento do pecado. Depois, Ele diz:
"Na verdade, bebereis o meu cálice, mas assentar-se à minha direita ou à minha esquerda compete ao Pai."
Quando Jesus instituiu a Ceia do Senhor, Ele comemorou a Páscoa e, em seguida, instituiu a Ceia, que tem uma estreita ligação com a Páscoa. A nossa Páscoa, a nossa passagem, o livramento da morte pelo sacrifício do Senhor Jesus, é exatamente o que Ele instituiu na Ceia. No sentido espiritual, corresponde ao que aconteceu na saída do Egito, quando Israel foi poupado da morte.
Jesus tomou o cálice e recomendou que seus discípulos fizessem o mesmo. O vinho representava seu sangue, que seria derramado, e também simbolizava o Espírito Santo, que seria derramado sobre nós. Quando tomamos o cálice da Ceia do Senhor, estamos dizendo que aceitamos o destino que o Senhor Jesus tem para nós: a eternidade.
Agora, falando sobre a mesa. No passado, as famílias eram numerosas, e o chefe da casa se assentava à cabeceira da mesa com seus filhos ao redor. Quem se assentava à mesa com ele eram aqueles que estavam alinhados com seus propósitos e submissos à sua liderança. Quem não estivesse nessa posição não poderia sentar-se à mesa.
Mais tarde, quando houve reis, a mesa real era ocupada por pessoas importantes do reino, como o general dos exércitos, os sacerdotes e os filhos do rei. Todos aqueles que estivessem alinhados com o rei participavam da mesa. Quem não estivesse alinhado não tinha lugar nela.
Na mesa do Senhor, acontece o mesmo. Participar da Ceia significa estar alinhado com Ele, com sua Palavra e sua doutrina. Se não estivermos alinhados, não estamos preparados para sentar à mesa. No entanto, podemos nos preparar, nos santificar e clamar ao Senhor para que Ele nos conceda essa condição.
Para encerrar, a melhor forma de expressarmos que queremos estar na aliança do Senhor, na aliança feita em seu sangue, é tomar o pão e o vinho. O cálice representa o destino eterno. Quando tomamos do cálice da Ceia do Senhor, estamos declarando que estamos na aliança proposta por Ele.
Esse é um momento muito solene e importante. Na hora em que tomamos o pão e o vinho, estamos dizendo com todas as palavras: "Senhor, eu estou na aliança que Tu fizeste. Faço parte dela. Estou alinhado com toda a tua Palavra e com a doutrina." O pão representa o corpo de Cristo, e quando estamos alinhados com Ele, participamos verdadeiramente da Ceia.
Por isso, a Palavra diz: "Examine-se o homem a si mesmo e, assim, participe.
E diz a Palavra que, quando entendemos a importância deste momento, somos curados, não apenas fisicamente, mas espiritualmente também.
Jesus instituiu a única festa recomendada por Ele, dizendo: "Fazei isto em memória de mim."
Quando Ele morreu, estávamos comemorando o momento do Evangelho Eterno para nossa eternidade, pois o Evangelho Eterno é que Jesus morreu, ressuscitou e prometeu voltar.
Se, no momento da sua volta, já tivermos morrido, ressuscitaremos com Ele. Se estivermos vivos, seremos arrebatados.
Por isso, a Palavra diz, e o apóstolo Paulo reforça, que, quando ceamos, anunciamos a morte do Senhor e a sua ressurreição, proclamando também: "Até que Ele venha."
Aguardamos a sua vinda e também a ressurreição.
Dessa forma, pedimos ao Senhor que nos abençoe e que todos possamos participar da ceia, integrados ao Cabeça, que é o Senhor Jesus, alinhados com a sua vontade, a sua doutrina e o seu corpo.
Que Deus nos abençoe.
Pr. Antonio Carlos de Oliveira