13 min de leitura O despertar da igreja nos tempos finais 25/02/2025
Versículos
João 17:23 – "Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim."
Apocalipse 12:11 – "E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho, e não amaram as suas vidas até à morte."
Bem, irmãos, a todos, a paz do Senhor.
O momento para nós aqui é especial, porque estamos vivendo as promessas do Senhor. Não estamos vivendo um começo, estamos vivendo um fim, e nós entendemos claramente que a obra do Espírito é que está governando todas as coisas.
Estamos comemorando algo aqui com essa ceia. É uma comemoração, mas, ao mesmo tempo, é um grito, é um aviso, é um alerta. É aquilo que a igreja está precisando mais do que nunca, que se chama despertamento.
O primeiro derramamento do Espírito foi para a igreja se posicionar no mundo. E agora, o último derramamento do Espírito, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor, é para o preparo da igreja, não é mais para o mundo. Esse é para alcançar uma igreja dispersa, que conhecemos, estamos vendo e da qual somos parte. Mas temos a responsabilidade de viver esse momento profético que estamos presenciando e, ao mesmo tempo, usufruindo dele.
Meus irmãos, não existe nada igual, nada melhor, nada mais importante, nada mais extraordinário do que aquilo que Deus está fazendo conosco. Nós não estamos aqui para trazer nenhum benefício para Deus, não. Nós estamos aqui para usufruir dos benefícios de Deus na nossa vida cristã. As lutas de cada dia estão aí, são desafios em todas as esferas. Não vamos falar sobre isso agora, mas o Senhor quer trazer algo especial para nós. Ele quer nos separar a cada dia mais, não no sentido de estarmos em outro mundo, mas nos separar para o serviço, para a causa que Ele estabeleceu para a igreja em Seu tempo.
O que não se nota, talvez, é o entendimento de um evangelho de abrangência mundial, e até mesmo um evangelho disperso, onde se vê um cristianismo desbotado, sem mensagem, para um mundo que não sabe para onde vai, que não tem uma palavra de esperança. Vê-se sempre as repetições, as liturgias cansativas, o desvio da mensagem profética, da mensagem do evangelho. E nós estamos aqui hoje para proclamar uma união cada vez maior.
Eu gostaria que o texto da Palavra fosse colocado em João 17:23: "Eu neles, e Tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que Tu me enviaste a mim e que os tens amado a eles como me tens amado a mim."
Meus irmãos, a unidade é necessária, mas é necessário também o aperfeiçoamento nessa unidade. Nós não temos uma unidade teórica, com leis, com determinações. Não. A nossa unidade é no Espírito. Aquilo que o Espírito Santo está ditando aqui para nós agora, Ele está ditando para o mundo inteiro. O que o Espírito Santo deseja de nós aqui, Ele deseja do mundo inteiro. E todos só poderão existir nessa unidade se estiverem no corpo de Cristo. Eis o motivo da nossa ceia, da ceia que estamos participando. Essa ceia nos traz para a proximidade do Senhor, para estarmos mais unidos.
Estamos nos relacionando com o mundo inteiro, e a nossa grande preocupação é que todos sintam a mesma coisa. A oração de Paulo diz assim: "Rogo a Evódia e a Síntique que sintam o mesmo no Senhor." O que você está sentindo agora é aquilo que eu tenho que sentir. O que o Espírito está fazendo agora na sua vida é aquilo que Ele está fazendo na minha vida. O desejo Dele, a vontade, o projeto de Deus está em evidência para todos nós.
Meus irmãos, há uma palavra importante em Apocalipse quando fala da vitória da igreja. Nós estamos vivendo o caminho da vitória, e a vitória da igreja está baseada em duas palavras. Apocalipse 12:11 diz: "E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho, e não amaram as suas vidas até a morte." É pelo sangue e pela palavra. Se não for pelo sangue nem pela palavra, não é o evangelho. A vitória da igreja está em Apocalipse. A igreja só vai vencer se entender o que significa o sangue, que é o Espírito Santo, e a palavra, que é o vigor, a vida que está nesse sangue. Foi por isso que Jesus disse: "Eu vim, eu derramei meu sangue para que tenham vida, e vida em abundância." Quem dá essa vida ao homem é o Espírito Santo.
Não existe outra vida para nós além daquela que transcende, que não é somente essa, mas Jesus disse: "Cem vezes nessa vida e, além dessa, a vida eterna." Meus irmãos, nós estamos vivendo esse momento que é a vida revelada. Até certo tempo, era a letra. Agora, não. Agora, é a palavra revelada pelo Espírito. O mesmo Espírito que foi derramado no Pentecostes é o mesmo que tem sido derramado para a igreja nos seus últimos dias, e nós somos testemunhas disso. Hoje estamos aqui para testemunhar isso, dizendo aquela palavra que todos conhecem: Maranata! Amém! O Senhor Jesus vem! Glória a Deus!
Não adianta dizer que está tudo muito bem. Temos que dizer que está tudo muito bem, mas no aguardo da vinda do Senhor Jesus. Meus irmãos, é um momento profético que estamos vivendo. O texto de Coríntios diz: "Na noite em que foi traído..." Aquele momento do Senhor Jesus com seus discípulos era o último momento que Ele estava com eles. E Ele ainda se referiu àquele momento e disse: "Desejei muito comer convosco esta última Páscoa até que ela se cumpra na eternidade."
Meus irmãos, o projeto do Senhor é completo. A palavra do Senhor hoje está dirigida de forma clara. A mesma noite da traição de Jesus é a mesma noite que estamos vivendo. Jesus tem sido traído pela religião. Lá foi pelos religiosos e pela religião. O tempo que estamos vivendo é de traição. Nossa preocupação não está com os de fora. Nossa preocupação está com os de dentro, com os traidores. Porque este é o momento deles, o momento de Judas, que estava dentro do colégio apostólico. E qual era o problema dele? Materialismo, carne, humanidade. E terminou como? Como vai terminar a apostasia: nas mãos do apóstata, que se assentará no trono de Jerusalém.
Meus irmãos, Jesus, no texto de Paulo aos Coríntios, menciona a noite da traição. Essa é a noite que estamos vivendo. Um momento de trevas. As parábolas, tudo que estudamos, o Cântico de Salomão fala dessa noite. No Apocalipse, é a noite, porque um novo dia vai raiar. O mundo não sabe que há um novo dia para raiar. Não sabe porque não tem esperança. E não tem esperança porque não conhece o Salvador, o motivo da salvação.
A ceia não é simplesmente comer um pedacinho de pão, um pouquinho de vinho. Não são os objetos em si, mas aquilo que estamos comemorando. Jesus pegou o pão e disse: "Isto é o meu corpo." Falava da morte. Depois, Ele pegou o cálice e agradeceu, referindo-se à ressurreição. Então, ao participarmos da ceia, estamos declarando que Jesus morreu, mas que Ele ressuscitou. Glória a Deus!
A ressurreição não foi apenas no primeiro século. Jesus ressuscitou e deu o Seu Espírito para todo o tempo, para sempre. A religião traiu Jesus. Essa é a noite da traição. Mas nós temos a obrigação de dizer ao mundo que Jesus está às portas. Maranata! O Senhor Jesus vem!
Jesus, os religiosos que traíram a Jesus são os mesmos que estão traindo hoje, substituindo o sangue de Jesus e o corpo de Cristo. Eles não querem o corpo, querem carne, mas a carne para nada aproveita. A Igreja precisa entender que está de partida, e os pastores devem orientar seus diáconos e obreiros. A mensagem é diferente da pregação do passado. Eles precisam orientar a Igreja, dizendo: "A caminhada é essa aqui, não há outro lugar para ir. Eu preparo para a partida."
Vejam só, Israel vai partir, como está escrito em Êxodo 12:11. Como é que Israel vai partir? Se pegarmos o paralelo de Israel no momento da partida e a Igreja hoje, precisamos entender duas coisas. Primeiramente, pressa: a ordem da partida é a mesma para nós. Não há mais tempo a perder. A ordem é: "Comereis o cordeiro apressadamente." Não adianta ter o cordeirinho vivo em casa, brincando com ele. Não adianta nem cozido em água, ou batizado, ou aceitando Jesus, entrando na água e saindo. É o alimento que não permanece. Água fervendo, cozida, são partes do cordeiro que a religião criou. Chegaram ao cúmulo de dizer que Jesus só operou no primeiro século, o que é uma mentira.
E nós devemos dizer agora: não é o cordeiro cozido em água, como ditado pela teologia ou filosofia. Não é. O cordeiro tem que ser assado no fogo, que é o fogo do Espírito Santo. O fogo mata as bactérias, as heresias, os elementos nocivos a essa caminhada final. O cordeiro assado é um alimento que não apodrece. A cada dia, você vai se alimentando dele. A Bíblia é completa e revelada para nós. Não é só esta parte ou aquela parte. Temos a palavra toda para nós, é o cordeiro assado no fogo. Cabeça, pés e fressura: é tudo aquilo que está na mente do Senhor, é tudo o que alimenta a alma, é tudo o que dá força ao homem nessa caminhada final.
O preparo da Igreja para esse momento é claro. A partida está próxima. Vamos ver o que diz Êxodo 12:11: "Comereis os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés e o vosso cajado na mão, e comereis apressadamente. Esta é a Páscoa do Senhor." A Igreja não pode partir sem esses elementos. O corpo, a verdade do Pai, a unidade do Espírito, os lombos cingidos com a verdade do Pai, os sapatos, o caminho que é Jesus, e o cajado, a direção do Espírito Santo.
Jesus é o caminho, como está em João 14:3: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim." A Igreja precisa viver a mensagem apostólica. A doutrina do pão: quando Jesus, antes de ser entregue, deu graças e abençoou o pão, ele abençoou o corpo. O corpo de Jesus morreu, e foi a partir daquele corpo que saiu o sangue. O cálice, que é o Espírito, traz a vida. O corpo morreu, mas o cálice trouxe Deus. O cálice é o elemento de união, pois dentro dele está a vida. Quando você participar do pão, lembre-se de que é o corpo moído por nós. Quando beber o cálice, lembre-se da ressurreição, porque, assim como ele ressuscitou, nós também ressuscitaremos com Ele.
A doutrina apostólica é o segredo da Igreja na caminhada. Atos 2:42 nos diz: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações." A Igreja vitoriosa é a que segue esta doutrina. A Igreja que tem um compromisso, pressa, unidade e caminhada. Ela segue a direção do Espírito Santo, com o cajado na mão, seguindo o caminho de Cristo.
A ressurreição de Jesus foi o momento de sua glorificação. Como Ele foi glorificado, nós também seremos. João, na sua visão, viu Jesus glorificado. A Igreja hoje precisa ver Jesus glorificado, para entender que a ressurreição traz a vitória. Nossa mensagem e pregação não são diferentes disso: é ver a mensagem apostólica, viver a doutrina do partir do pão, na comunhão e nas orações. A Igreja não vai vencer sem oração. Não há vitória sem oração, como podemos ver no livro de Atos dos Apóstolos. A Igreja primitiva venceu através da oração, e nós devemos seguir o mesmo exemplo.
Agora, vamos celebrar a Ceia do Senhor. Vamos ler os textos de 1 Coríntios 11:23-29, lembrando que essa Ceia é um momento especial. Para muitos, pode ser a última oportunidade, por isso devemos estar preparados. Não é sobre mudar nossas vestes externas, mas transformar nosso ser interior. A grande oportunidade é confessar aquilo que precisamos confessar, reconhecer que até aqui não tínhamos direito a nada, mas Ele nos dá uma oportunidade de salvação.
Agora, vamos à leitura do texto de 1 Coríntios 11:23-29:
"Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão, e, tendo dado graças, o partiu e disse: 'Tomai, comei; isto é o meu corpo, que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.' Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: 'Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue; fazei isto todas as vezes que beberdes, em memória de mim.' Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor até que venha. Portanto, qualquer que comer este pão ou beber este cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor."
O pão fala do corpo do Senhor, e ele abençoou esse corpo. O sangue foi derramado para a nossa salvação. O corpo, o sangue, e o vinho representam a nova aliança. No Velho Testamento, o vinho era bebido com ervas amargas, mas o vinho da Igreja é de glorificação. A Igreja, agora, não está mais no deserto, mas à beira de Canaã, a terra prometida, que simboliza a entrada na eternidade.
Pr. Gedelti Gueiros