7 min de leitura A revelação de Jesus como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo 05/03/2025
Versículos
"No dia seguinte João viu a Jesus que vinha para ele e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" (João 1:29)
Nesta hora, iremos ler a Palavra do Senhor no Evangelho de João, no primeiro capítulo, apenas o versículo 29.
O texto já está sendo projetado. Assim diz a Palavra do Senhor:
"No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo."
Que o Senhor possa nos abençoar com sua Palavra.
Meus irmãos, a Palavra nos fala algo especial neste momento, quando João Batista olha para o Senhor Jesus e o apresenta como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Para nós, pode até parecer algo tão simples, algo tão claro, mas esta mensagem, esta afirmação, era muito importante.
Quando lembramos de João Batista, podemos dizer que ele foi o último profeta da Lei. O próprio Senhor falou sobre ele: "Entre os nascidos de mulher, não surgiu ninguém maior do que João Batista; mas aquele que é o menor no Reino dos Céus é maior do que ele." João Batista, além de ter profetizado sobre o Senhor Jesus, teve a oportunidade de vê-lo pessoalmente.
E quando ele fala sobre o Cordeiro de Deus, por que ele usa essa expressão? "O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo." Quando voltamos ao Velho Testamento, vemos que ele é uma sombra daquilo que haveria de acontecer no Novo Testamento. Podemos perceber algo maravilhoso desde o Jardim do Éden, em toda a história registrada pela Palavra.
Quando o homem pecou, um animal foi morto para que suas vestes fossem confeccionadas. A oferta que agradou a Deus foi a oferta de Abel, quando um cordeiro foi sacrificado. Isaque, ao perguntar a seu pai: "Pai, onde está o cordeiro?", viu todos os elementos do sacrifício, mas percebeu que faltava o cordeiro. Essa pergunta seria respondida dois mil anos depois por João Batista.
Na saída do Egito, o que marcou aquele momento? O cordeiro foi morto, assado ao fogo, e o sangue foi passado nos umbrais e vergas das portas. Todo o Velho Testamento apontava profeticamente para o Senhor Jesus. Podemos ver os sacrifícios contínuos no tabernáculo, durante toda a história desse povo, pois sem derramamento de sangue não há remissão de pecados.
No dia anterior, João Batista já havia falado com aqueles que o questionaram: "Com que autoridade você batiza, já que não é o Cristo?" Ele respondeu: "Eu batizo com água, mas no meio de vós está alguém que vós não conheceis." Mas como não conheciam Jesus? Ele estava ali, andando, crescendo entre eles. Conheciam Jesus homem, mas ainda não sabiam o que Ele poderia fazer pela vida do homem.
Naquele momento, João Batista aponta para o Senhor Jesus e declara algo maravilhoso: "Eis o Cordeiro de Deus." Esse Cordeiro representa o amor do Pai para conosco. Deus nos amou de tal maneira, com tal intensidade, que enviou Jesus para morrer por nós na cruz do Calvário. O amor do Pai se manifesta de forma muito clara na vida do Filho.
Jesus foi enviado porque Deus nos ama. Ele ama a vida do homem. O caminho que foi perdido no Éden não teve na cruz o seu fim, mas o início de uma nova história. Jesus Cristo, pelo Seu sacrifício, trouxe para nós a oportunidade de estarmos novamente na presença do Senhor.
Esse é o Cordeiro que é digno de toda honra, de toda glória, de todo louvor. Através d’Ele, nossos pecados são perdoados. Ele foi entregue na cruz do Calvário por nós.
João Batista fala: "Eis o Cordeiro de Deus." Não é o cordeiro que o homem traz. Se olharmos para o período entre o Velho e o Novo Testamento, houve um silêncio profético. Deus se calou, e o homem tentou falar em Seu lugar. A filosofia, a teologia, os grandes pensadores da época não foram capazes de responder ao que a nossa alma necessita.
Eles falaram sobre muitas coisas, mas sobre salvação? Salvação é o Senhor Jesus. Ele é o Cordeiro que foi morto, mas que venceu!
Digno é o Cordeiro que foi morto.
Digno é o Cordeiro que foi morto.
Seja honra e glória, riqueza e poder, força e sabedoria.
Digno é o Cordeiro!
Digno é o Cordeiro!
Bendito seja o nome do Senhor! Não somos merecedores, mas a graça do Senhor nos alcançou.
Quando João Batista fala sobre esse Cordeiro, ele declara que a salvação é uma intervenção maravilhosa da obra criadora. Não é nada neste mundo que pode nos dar salvação. A salvação vem pelo sangue precioso do Senhor Jesus.
"Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." O pecado está no mundo. Todos pecaram e foram destituídos da glória de Deus. Quando olhamos para essa palavra "tirar", no original significa "levar sobre si". O profeta Isaías, no capítulo 53, já anunciava: "Ele levou sobre si as nossas enfermidades, tomou sobre si as nossas dores."
A cédula que era contra nós foi rasgada e cravada na cruz do Calvário. Não há condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus.
Esse Cordeiro de Deus é aquele que perdoa, que salva, que cura. No Velho Testamento, os sacrifícios eram contínuos, mas, por um único gesto, por um único sacrifício, o Senhor Jesus trouxe salvação para as nossas vidas. Ele perdoou os nossos pecados através do Seu sacrifício na cruz do Calvário.
A história da Igreja teve seu início na cruz e também na ressurreição do Senhor. Esse mesmo Cordeiro, que é digno de toda honra e de todo louvor, está à direita do Pai intercedendo por nós. E Ele voltará para buscar a Sua Igreja.
Nós estamos aqui de passagem. Há uma cidade que nos aguarda: a Nova Jerusalém, onde não há tristeza, nem dor, nem pecado. Naquela cidade não há sequer noite, porque Jesus é o Cordeiro que a ilumina.
Por isso, quando João Batista aponta para o Senhor Jesus, muitos que viviam em sua época, como os fariseus, saduceus e escribas, apesar de conhecerem as Escrituras, não discerniram quem era Jesus. Pelo contrário, perseguiram-no e maltrataram-no.
Mas Jesus é um mistério que precisa ser revelado, e Ele é revelado pela ação do Espírito Santo. Por isso glorificamos ao Senhor, porque o Espírito Santo habita no nosso meio. Nós somos Igreja, somos corpo de Cristo, um corpo vivo, porque esse Espírito Santo circula em nossas vidas.
O Espírito Santo gera em nossos corações a mensagem da cruz, a esperança da vida eterna, a alegria da salvação. E podemos dizer com convicção: Jesus é o Cordeiro de Deus! Ele é o mistério revelado! Ele nos ama!
Por Ele e para Ele são todas as coisas.
Precisamos entender que não é a razão, a letra, a teologia ou a filosofia que transcendem. Salvação é uma operação interior, é a fé gerada em nossos corações para compreendermos e discernirmos.
O mundo fala sobre Jesus, mas a Igreja fiel vive Jesus. Ela não apenas conhece o caminho, mas caminha todos os dias em direção à eternidade.
Naquela rude cruz, Jesus perdoou nossos pecados, levou nossas dores, carregou nossas aflições. Ele morreu por amor, para nos salvar, para nos perdoar.
Ele está presente neste momento, e devemos valorizar Seu sacrifício. Não foi em vão. Estamos aqui para render a Ele nosso louvor e gratidão.
A história da Igreja não terminou na cruz. Ela começou ali. E assim será até o dia perfeito, quando o Senhor voltará para buscar a Sua Igreja.
Bendito seja o nome do Senhor!
Pr. Isaias Diniz