Amém, glória a Jesus! Eu convido a todos, nessa hora, aqueles que estiverem com sua Bíblia em mãos, a abrirmos a Palavra no Evangelho de João, Capítulo 14, versos 1 a 3. Aqueles que não tiverem suas Bíblias em mãos, o texto será projetado aqui para todos lermos.
A Palavra do Senhor diz assim:
"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver, estejais vós também."
Meus queridos, esse texto é maravilhoso porque encerra uma promessa do Senhor Jesus para os seus servos. Os dias que os discípulos de Jesus e o próprio Jesus estavam vivendo eram a proximidade de um marco profético, pois Ele estava anunciando sua morte, mas os discípulos não compreendiam que, três dias depois, Ele iria ressuscitar para cumprir todo o projeto do Pai.
Hoje, vivemos dias de aflição. Jesus, ao falar aos seus discípulos "Não se turbe o vosso coração", estava dizendo para que não se entristecessem. Eles estavam aflitos, pois haviam passado três anos ao lado de Jesus, vendo milagres, operações do Senhor, e agora chegava o momento da separação. Mas Ele os conforta dizendo para não temerem.
Vivemos hoje grandes aflições, pois tudo o que acontece no mundo são sinais da volta de Jesus. O mundo vive um tempo de instabilidade em todos os sentidos: econômico, ecológico e moral. As nações lutam por sobrevivência, e juízos descritos no livro de Apocalipse já se manifestam. Os valores da justiça, da moral e da ética estão sendo corrompidos. O profeta Isaías declarou: "A verdade anda tropeçando pelas ruas e a equidade não pode entrar." E Jesus disse: "Por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará."
Os lares estão sendo destruídos por uma cultura perversa, mas a promessa de Jesus permanece viva. Ele diz: "Credes em Deus, crede também em mim." Os judeus criam em Deus, mas ainda não tinham experiência com o Filho. Jesus estava mostrando que Ele é a solução para a necessidade da alma do homem, que é estar novamente com o Pai.
A alma do homem perdeu o acesso à comunhão com Deus desde o Éden, mas o Senhor estabeleceu um plano de redenção, cumprido por Jesus. Ele veio ao mundo, se fez homem, entregou sua vida, derramou seu sangue na cruz e ressuscitou ao terceiro dia. Os discípulos não entendiam a grandeza dessa promessa, mas agora podemos compreender que essa promessa está próxima de se cumprir.
Jesus afirma: "Na casa de meu Pai há muitas moradas." Nosso maior desejo é voltar para a casa do Pai, para a comunhão plena com Ele. Ele preparou tudo para nós, e essa promessa nos enche de esperança.
Diante das crises do mundo, a pergunta é: "De onde me virá o socorro?" A resposta é: "Meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra." O Pai estabeleceu um projeto, o Filho consumou esse projeto e o Espírito Santo o sela no coração do homem. Por isso, não podemos nos abater, pois temos essa promessa.
Infelizmente, o cristianismo moderno tem se afastado do poder do Espírito Santo, tornando-se apenas uma religião histórica, sem mistério, sem revelação. Paulo disse: "Se cremos em Jesus apenas para esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens." Mas nós temos uma esperança viva!
Este culto está voltado para as senhoras, que estão sempre em oração, lutando, muitas vezes enfrentando aflições na família, na saúde, na economia. Mas a promessa continua: "Na casa de meu Pai há muitas moradas."
Assim como os discípulos não tinham ideia da grandeza dessa promessa, hoje podemos entender que ela está mais próxima do que nunca. Isso nos dá alegria e certeza de que servimos a um Deus vivo, todo-poderoso, que enviou seu Filho, e que o Espírito Santo consumará essa obra, levando-nos ao encontro com Ele para a morada celestial.
O Senhor nos abençoe!
Pr. Fábio Lúcio